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25 de julho de 2012

Desperdício: miopia informativa da demonstração de resultado de exercícios


por José Carlos Sardinha

Ultimamente, estamos sendo abarrotados de novas expressões que almejam direcionar a modernização da gerência empresarial. Cada vez mais estamos conhecendo "uma série de recursos (que) pode ser utilizada para a condução e o desenvolvimento de um processo da análise e mudanças do ambiente interno.
Corresponde, em sua maioria, a novos termos que têm aflorado na administração para caracterizar processos e práticas nem sempre novos". Termos estes como, entre vários, benchmarking, downsizing e Theory of Constrains. Entretanto, um erro comum é a utilização de conceitos e mudanças estruturais, que, em sua aplicabilidade, se perdem por simples miopia estratégica.
Decisões de investimentos, cortes de custos, novos investimentos ou reduções dos mesmos e expressões como "cortar a gordura da organização" são realizadas sem a devida visão sistêmica da contabilidade e, de forma mais pragmática, da contabilidade de custos.
Sua importância dentro da organização é imprescindível ao sucesso organizacional, afinal “o sistema contábil é o principal – e o mais confiável – sistema de informação quantitativo em (...) todas as organizações”, pois é, basicamente, o único “meio de coletar, resumir, analisar e relatar informação acerca dos negócios” de uma empresa, onde a contabilidade de custos agrega um valor inestimável à empresa, pois estas necessitam cada vez mais de "informações precisas sobre custos em todos os aspectos de sua empresa, do projeto e desenvolvimento à produção, marketing e entrega de serviços ao cliente pós compra".
Fonte: http://www.fabianocoelho.com.br/artigos-contabilidade-gestao/Desperdicio-miopia-informat-demonst-result-exerc.pdf

24 de julho de 2012

Um Modelo de Simulação para o Ensino de Contabilidade Pública no Brasil


por Michele Patricia Roncalio,
Ricardo Rodrigo Stark Bernard

Com a crescente a demanda da população brasileira por informações sobre a aplicação dos recursos públicos, as organizações públicas necessitam, cada vez mais, de profissionais habilitados a gerar informações fidedignas e em tempo hábil. Os cursos de graduação em Ciências Contábeis têm papel fundamental na formação destes profissionais, pois, segundo as Diretrizes Curriculares, tais cursos devem dispor de disciplinas que tratem do setor público.
A simulação gerencial, como metodologia de ensino, possibilita que estudantes administrem empresas fictícias e, por meio de decisões sobre algumas variáveis, busquem produzir o melhor resultado num ambiente competitivo. Estudos validaram tal ferramenta para o ensino, enfatizando a aplicação de teorias abordadas em diversas disciplinas.
Desta forma, este trabalho descritivo-prescritivo propõe um modelo de simulação a ser adotado no ensino da Contabilidade Pública no Brasil. O modelo de simulação apresentado permite uma abordagem vivencial e demonstra como atos e fatos interagem nos sistemas de registros do setor público e a importância das informações da contabilidade para as decisões dos gestores públicos.
Logo, entende-se que a simulação como metodologia de ensino da contabilidade pública pode preparar os estudantes para atuarem em órgãos públicos e para análise de suas demonstrações.

Fonte: 

23 de julho de 2012

Contabilidade: Histório e Tendências Universais


por Marcelo dos Santos Scarpinelli,
Prof. Khristóferson da Paz Teixeira

Em virtude da grande importância que se apresenta a contabilidade, nos termos estruturais de suas metodologias e diretrizes, tratada como fonte de informação e aliada ao desenvolvimento do contador nas empresas, são de fundamental importância às análises e estudos do contexto histórico de sua utilização e a evolução de seus métodos praticados, proporcionando assim, uma visão abrangente das fases percorridas e objetivos alcançados.
Com o decorrer dos tempos, a contabilidade se mostrou muito eficiente e de fácil adaptação entre diversos seguimentos enquadrados na política econômica do país, assumindo responsabilidades primordiais na gestão contábil e empresarial das sociedades. Devido a esses processos de adaptação e estruturação, a contabilidade criou mecanismos próprios e bastante difundidos em relação a maneira de planejar os  acontecimentos, surgindo assim um pensamento ético e direcionado ao futuro.
 Ainda que as técnicas contábeis se apresentam de maneira clara e objetiva no uso das atividades contábeis, estão em pleno desenvolvimento, sendo dimensionadas às necessidades e anseios de seus usuários. De acordo com essa visão globalizada e evolutiva, surgem inúmeras expectativas com relação às constantes inovações e técnicas mais adequadas para o uso das atividades contábeis e suas extensões.

22 de julho de 2012

Contabilidade Ambiental: Um estudo exploratório sobre o conhecimento dos Profissionais de Contabilidade



por Carolina Veloso Maciel,
Umbelina Cravo Teixeira Lagioia,
Jeronymo José Libonati,
Raimundo Nonato Rodrigues

A Contabilidade é um excelente instrumento de identificação, registro, acumulação, análise, e interpretação das operações empresariais. A Contabilidade Ambiental surge com o objetivo de auferir os resultados das atividades de empresas que se relacionam com o meio ambiente e deve desencadear soluções para que estas empresas, por meio do planejamento estratégico, venham a encontrar o melhor caminho a ser seguido em termos de implantação de políticas que visam o desenvolvimento sustentável.
Diante disto este estudo teve como objetivo evidenciar o nível de conhecimento dos profissionais de contabilidade sobre as peculiaridades da Contabilidade Ambiental, para tanto realizou-se uma pesquisa de campo ,através da aplicação de 78 questionários estruturados, com os alunos de Pós-Graduação (lato sensu) oferecidos pelo Departamento de Ciências Contábeis na UFPE, nos campus Recife e Caruaru com perguntas sobre assuntos peculiares a Contabilidade Ambiental.Após a tabulação dos dados coletados em pesquisa, foi realizada uma análise estatística descritiva e ficou constatado o baixo grau de conhecimento dos contadores com a Contabilidade Ambiental ,a ausência de disciplinas ou correlatas , e a falta de interesse dos profissionais em ler materiais da disciplina ou participar de eventos relacionados a área.

21 de julho de 2012

Evolução Histórica da Contabilidade e dos Sistemas de Gestão de Custos



por Msc. Ewerson Moraes da Silva,
Msc. Myriam Becho Mota

Desde os primórdios da humanidade, há aproximadamente 3 mil anos, que a utilização do dinheiro tem promovido transformações na maneira como os produtos são distribuídos e na maneira como a sociedade civil se subsidia. De acordo com o antropólogo cultural Jack Watherford (1999), no mundo já ocorreram três grandes mutações do dinheiro que ele denominou de gerações.
A primeira geração começou com a invenção das moedas na Lídia há aproximadamente 3 mil anos e resultou no primeiro sistema de mercados abertos e livres. A invenção e disseminação das moedas e o mercado que as acompanharam criaram um sistema cultural totalmente novo – as civilizações clássicas do Mediterrâneo.
A segunda geração do dinheiro dominou desde o início da Renascença até a revolução industrial e resultou na criação do moderno sistema capitalista mundial.
[...] Agora, no início do século XXI, o mundo está entrando na terceira etapa de sua história monetária – a era do dinheiro eletrônico e da economia virtual (WATERFORD, 1999, p.12-13 ).
A moeda criou culturas singulares no mundo ocidental durante a Baixa Idade Média e a Modernidade. Analisando o período medievo, podemos inferir que, embora a vida econômica da Idade Média se baseasse principalmente na produção agrícola de subsistência, não faltaram, nesse período, habilidade técnica, economia de mercado e produção de excedentes. Isso quer dizer que o sistema feudal não se mostrou incompatível com o comércio e a indústria1. Ao contrário, desde os primórdios do período medieval, comerciantes e artesãos asseguraram, ainda que em bases precárias, a produção e a circulação de bens entre os domínios senhoriais. Essas pessoas habitavam os burgos, lugares fortificados que impulsionaram a retomada da vida urbana. O estilo de vida dos burgueses mostrava-se bem diferente daquele que ocorria dentro dos feudos, e suas atividades estariam entre os fatores responsáveis pela destruição do próprio sistema feudal.
Em meados do século XIII, as transformações oriundas da maneira de distribuir os produtos e da maneira de como a sociedade civil se subsidiava fez com que surgisse um sistema bancário e de escrituração contábil que são utilizados até hoje. Tais atividades tiveram início com os Cavaleiros da Ordem dos Templários.
Por volta do século XI, era a Ordem dos Templários (Ordem Militar dos Cavaleiros do Templo de Salomão) que administra a maior corporação bancária internacional. Suas propriedades, verdadeiras fortificações, foram transformadas em locais ideais para depositar dinheiro e bens de valor. Além disso, os Templários garantiam transporte seguro para objetos de valor por longas distâncias, efetuavam o câmbio, administravam fundos e concediam empréstimos aos reis.
A ordem ficou rica e se expandiu. Tal fato acabou concorrendo para a sua destruição, uma vez que a cobiça pelo negócio e capital acumulado, fez com que o rei Felipe IV da França, Felipe O Belo, iniciasse um período de perseguição aos cavaleiros até que estes fossem queimados em praça pública.