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5 de abril de 2011

Manual de Autenticação de Livros Digitais - SPED Contábil - Escrituração Contábil Digital - ECD



por:  Nilvaldo Cledo.
Fábio Rodrigues de Oliveira.

A mudança é uma tônica na História da humanidade e, sem dúvida, pode ser considerada o motor das civilizações. A partir da Revolução Industrial, o mundo moderno apressou o passo, ganhou asas, ultrapassou a barreira do som. Desde então, as mudanças de escala e de paradigmas passaram a ser movidas por inventos tão diversos e sofisticados como computadores, jatos, reatores atômicos e aceleradores de partículas. No âmbito das comunicações, do satélite à fibra ótica, uma larga rede cobre hoje todo o planeta. Bits e bytes viajam a velocidade da Luz. A Internet, na sua simultaneidade global, que o diga.

Em todos os campos do conhecimento técnico-científico, já é rotina o fato de novas descobertas tornarem obsoletos os “avanços” anteriores, em intervalos de tempo cada vez menores. No universo da Contabilidade não seria diferente. A substituição da carta pelo e-mail; da papelada pelo banco de dados; a passagem da era do papel para a digital e outras conquistas do gênero são exemplos dos saltos tecnológicos que os contabilistas precisaram dar, nos últimos anos, para permanecerem na pista dessa corrida de obstáculos, sem CHEGADA à vista!

A economia globalizada, com a sua concorrência onipresente, pune as empresas não adaptadas, simplesmente ‘deletando-as’ do mercado. Até o tradicional Serviço Público que sempre marcou o seu próprio passo, já agora se dinamiza a olhos vistos, seguindo o rastro de modernidade do FISCO.

O Sistema Público de Escrituração Digital – SPED foi concebido, nasceu e atingiu a maioridade em menos de cinco anos. A Escrituração Contábil Digital – ECD chegou. A Nota Fiscal Eletrônica já está à porta da empresa e em todas as ‘cancelas’ fiscais!

Este manual trata, portanto, de como tornar palatáveis – até por serem inevitáveis – a recepção e o acatamento dessas novidades. Cuida da desmaterialização dos livros em papel, como o Diário e o Razão.

Da conta das dificuldades encontradas pelos autenticadores dos Livros (funcionários de carreira das Juntas Comerciais), que tiveram de abandonar as chancelas e carimbos. E, em tempo recorde, dominar a tecnologia da assinatura eletrônica e dos Certificados Digitais.

Ao lê-lo, o leitor compreenderá, certamente, de forma agradável e fundamentada, a dinâmica de mudança que envolve a todos nós, quer sejamos contabilistas, contribuintes, gestores públicos ou técnicos.

Encontrará, ainda, instruções práticas sobre a operacionalização desses serviços – por enquanto complicados – que logo serão encarados com naturalidade. Se um conselho nos é permitido dar, a leitura deve ser feita tendo em mente que HOJE, para além de saber aplicar a tecnologia de ponta, o interesse profissional maior deve estar no aprender a aprender. E em continuar sempre aprendendo.

Fonte:
http://www.robertodiasduarte.com.br/files/Manual%20de%20Autentica%C3%A7%C3%A3o%20dos%20Livros%20Digitais%20formatando%20-%20Vers%C3%A3o%202.pdf

4 de abril de 2011

Contabilidade Básica


por: Prof. Alexandro Leonel Lunas

 Introdução:
A Contabilidade é um dos conhecimento mais antigos e não surgiu em função de qualquer tipo de Legislação Fiscal ou Societária, nem embasada em princípios filosóficos, ou em regras estipuladas por terceiros, mas pela necessidade prática do próprio gestor do patrimônio, normalmente seu proprietário, preocupado em elaborar um instrumento que lhe permitisse, entre outros benefícios, conhecer, controlar,  medir resultados, obter informações sobre produtos mais rentáveis, fixar preços e analisar a evolução de seu patrimônio. Esse gestor passou a criar rudimentos de escrituração que atendessem a tais necessidades.

Muitas tentativas foram sendo elaboradas, ao logo dos séculos, até que o método de partidas dobradas (que consiste no princípio de que para todo o débito em uma conta, existe simultaneamente um crédito, da mesma maneira que a soma do débito será igual a soma do crédito, assim como a soma dos saldos credores será igual a soma dos saldos devedores) mostrou-se o mais adequado, produzindo informações úteis e capazes a todas as necessidades dos usuários para gerir o patrimônio.



3 de abril de 2011

Custo Hospitalar: Uma reflexão sobre Implatação e Necessidades



por: Carlos Alberto Serra Negra.
Elizabete Marinho Serra Negra

A contabilidade de custo surgiu junto com a revolução industrial, como tentativa de se elaborar um inventário disponível em um determinado período operacional, onde procurava-se identificar o valor dos produtos fabricados e vendidos. Todavia naquela época as empresas apresentavam processos de produção muito semelhante aos rocessos artesanais, e compunham, sua matriz de custos, basicamente com matérias primas e mão-de-obra, que eram sem dúvida os mais relevantes (Martins,1990).

Desde a Revolução Industrial, a contabilidade de custo sofreu uma evolução considerável, devido a necessidade de realinhamento de seus objetivos e no atendimento aos gestores de informações mais confiáveis e rápidas.

À partir da 1ª Guerra Mundial, com o incremento do processo produtivo, conseqüente  aumento da concorrência entre empresas e a escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das empresas. Neste sentido as informação de custos, desde que devidamente apresentados em relatórios, seriam um grande subsídio para o controle e planejamento empresarial. Diante de tal fato, a contabilidade de custos tornou-se, devido a grande gama de informações que a compõem, um grande sistema de informações gerenciais (Kaplan & Johson, 1993).



Fonte: http://www.enap.gov.br/downloads/ec43ea4fUFAM-JosArimExer1.pdf

2 de abril de 2011

Os primeiros Livros Portugueses sobre Contabilidade


por: Joaquim Fernando de Cunha Guimarães.

Introdução
Os livros constituem, indubitavelmente, uma das fontes mais preciosas na investigação científica pelo que a Contabilidade como ciência e com um vasto campo de investigação ao seu alcance não foge a essa regra.

Neste estudo apresentamos uma listagem dos livros portugueses mais antigos que  versam a Contabilidade e algumas áreas conexas, extraída, essencialmente, do estudo sob o título “Ensaio de Bibliografia Portuguesa de Contabilidade”, publicado na Revista de Contabilidade e Comércio n.º 47/48 ANO XII, de 1944 (pp. 260-78), de Rodrigo Manuel de Everard Martins e comentamos os dois que são considerados os mais antigos, a saber:

·         − O livro “Mercador Exacto nos seus Livros de Contas ou Methodo Facil para Qualquer Mercador e outros Arrimarem as suas Contas...”, de João Baptista Bonavie, de 17583, que é considerado o livro mais antigo escrito em português;
·         − O livro “Tratado sobre as Partidas Dobradas”, de autor anónimo, de 1764, que é considerado por alguns autores o livro português mais antigo sobre Contabilidade e, por outros, o segundo livro mais antigo.

Assim, com este trabalho pretendemos efectuar uma ligeira análise dos livros supra, que, devido à sua raridade e difícil acesso, temos consciência que não são do conhecimento da maioria dos profissionais da contabilidade.

De notar que apesar da Revista de Contabilidade e Comércio ter destacado em alguns estudos, assinalados no estudo e bibliografia, as listas dos livros do século XVIII e XIX, julgamos que este trabalho permite uma maior divulgação, pois, infelizmente, só um número reduzido de profissionais da Contabilidade assinam esta importante revista que é a mais antiga (desde 1933) e que ainda hoje se publica.

Além disso, não temos conhecimento que, até à data, tenha sido publicado algum trabalho enfatizando os aspectos que analisamos, o que constitui mais um argumento favorável a esta abordagem.

Apesar das fontes consultadas indiciarem que esses dois livros são os mais antigos na área contabilística, constatamos a existência de um outro livro ainda mais antigo, de 1706, com o título “Norte Mercantil e crisol de contas dividido em três livros, nos quais se tratam por modos muitos fáceis... e a declaração do livro de caixa e seu manual de contas de Mercadores”, da autoria de Gabriel de Sousa (ou Souza) Brito, que era um judeu português, mas que, de acordo com a nossa investigação, não há certeza de que o livro tenha sido escrito em português, cuja confirmação guardamos para trabalho futuro.

Fonte: http://www.jmmsroc.pt/downloads/ao_estudos/148.pdf

1 de abril de 2011

Contabilidade Social e Método de Resolução de Conflitos



por Profª Esp. Sônia Ap.Beato Ximenes de Melo.


Ao estudarmos a ciência mais antiga da humanidade, teremos a imensa oportunidade de lembrar que um dia aprendemos a contar e que esse passo, antes de ser matemático, já é um fato contábil.

Do nascimento da “humanidade” até hoje, a contabilidade existiu, de forma empírica, rudimentar, até mesmo mal vista pelos empresários, como se fosse um espião do estado dentro da empresa.

Com os novos postulados contábeis temos a honra como contabilistas de poder melhorar essa postura, para uma condição de tecnicidade, ciência e, acima de tudo, como uma grande ferramenta aos administradores, quando a eles entregamos uma carta contábil bem escriturada, rica em detalhes, eticamente perfeita, e que possa, acima de tudo, ser utilizada para gerar caminhos estratégicos e decisões financeiras, de modo que a empresa possa detalhar seu foco de negócios com a certeza de que está dentro de sua missão e visão empresarial.

Com advento da Resolução 003 do Conselho Federal de Educação, de 5 de outubro de 1992, que trata no mínimo de conteúdo e duração do curso de graduação em Ciências Contábeis, foi inserida, entre outras, a unidade didática Teoria da Contabilidade.

A inclusão dessa unidade didática no curso de graduação em Ciências Contábeis visa, segundo a referida resolução, estimular a aquisição integrada de conhecimentos teóricos
e práticos, que permitam ao graduado o competente exercício da sua profissão.

Para o professor Iudícibus (1997, p. 22) “é importante entender bem o que é teoria, bem como os seus vários enfoques e metodologias, a fim de os contadores poderem dar respostas ou interpretações satisfatórias para uma série de novos fenômenos que estão a desafiar nossa profissão”.



Fonte:





Professora Esp. Sonia Aparecida Beato Ximenes de Melo