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14 de junho de 2011

A Visualização do Balanço Patrimonial como Sistema de Informação



por Fábio Iser


Este artigo trata do Balanço Patrimonial como uma ferramenta de Sistemas de Informação, e tem o intuito de apresentar aos acadêmicos da área de Ciência Sociais Aplicadas (especialmente do curso de Administração), a ligação entre estes dois instrumentos.

Esperamos com isso ajudar a visualizar a relação existente entre a análise das informações contidas num balanço patrimonial que ao serem aplicadas a um sistema de informação, gera uma informação mais completa ajudando assim na tomada de decisões.

No curso de bacharelado em administração o acadêmico tem contato com disciplinas que aparentemente pertenceriam a outros cursos, como por exemplo, as disciplinas de contabilidade, economia e informática. No entanto estas disciplinas permitem que o então administrador tenha conhecimento de onde surgiram, e qual o processo para a obtenção das informações que chegam até ele. Existe, portanto uma necessidade de entender a correlação entre os conhecimentos das disciplinas, para visualizá-los como um único conhecimento.

Neste sentido, observamos o caso do Balanço Patrimonial que é um relatório de suma importância que, quando associado a um Sistema de Informação pode indicar caminhos para melhorar a situação financeira de uma empresa, sendo que isoladamente o balanço patrimonial apenas apresenta a situação atual da “saúde” financeira da empresa ou instituição.

Para que possamos de fato associar o Balanço Patrimonial a um Sistema de Informação é necessário conhecer a estrutura e funcionamento dos mesmos, o que também permitirá que o resultado seja preciso, o que valida a utilização dos instrumentos.

Este artigo pretende elencar de maneira simples e objetiva os elementos que compõe a estrutura do Balanço Patrimonial e Sistemas de Informação para uma correta utilização destas importantes ferramentas.


Fonte: http://www.unemat-net.br/artigos/fot_40Fabio%20Iser.pdf

13 de junho de 2011

Patrimônio de Afetação: O Papel do Administrador e do Profissional Contábil neste cenário para as empresas incorporadoras do ramo da Construção Civil.



     O denominado “patrimônio de afetação” diz respeito à um ordenamento contábil que pode ser chamado de contabilidade divisional. A Contabilidade, como um sistema de informação, deve propiciar aos seus usuários uma verificação transparente, segura e analítica, de tal forma que as decisões a serem tomadas tenham a devida consistência.

     O patrimônio de afetação, nos termos da Lei 10.931/04, constitui-se um elemento de alta relevância para a contabilidade das empresas do ramo da construção civil, por se tratar de um instrumento jurídico que determina a segregação das contas contábeis para cada empreendimento, não se permitindo trânsito de recursos monetários ou não monetários entre outros empreendimentos, ainda que pertencentes à mesma empresa incorporadora.      Destarte, o papel da contabilidade é de grande relevância em manter tais controles permanentemente atualizados e, quanto mais possível for, informados analiticamente aos seus usuários.


Fonte: http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=15&ved=0CDsQFjAEOAo&url=http%3A%2F%2Fwww.administradores.com.br%2Finforme-se%2Fproducao-academica%2Fpatrimonio-de-afetacao-o-papel-do-administrador-e-do-contador-neste-cenario-para-as-empresas-incorporadoras-no-ramo-da-construcao-civil%2F2154%2Fdownload%2F&ei=wiuBTaf_NY_4gAfksfGeCA&usg=AFQjCNEdAqXBjx-boKlvh8iVcX1H9FqjFA&sig2=ubni7RL_fpL7XpLX63v7JQ

12 de junho de 2011

Aspectos da Contabilidade Ambiental



por Werno Hercket

Há preocupação da comunidade mundial sobre o aquecimento global pela emissão de poluentes na atmosfera pelas diversas atividades humanas, como indústrias, automóveis, aviões, desmatamento etc. O objetivo da reunião de Copenhague (Dinamarca) foi para encontrar consenso entre as nações no controle da emissão de gases poluentes para evitar o aumento da temperatura na Terra e, assim, evitar catástrofes como tornadas, enchentes, queimadas, elevação do nível do mar que pode afetar vários países.

Infelizmente não houve consenso entre os representantes dos países presentes. Para se conseguir isso é necessária a colaboração de todos os países desenvolvidos e emergentes para a redução dos níveis de poluentes atmosféricos e isso exige o gerenciamento ambiental e custos ambientais do governo e das células sociais.

Para se evitar uma catástrofe mundial é necessário que se gerencie com responsabilidade o meio ambiente natural e se aplique meios patrimoniais em bens que serão usados para haver o desenvolvimento sustentável. Segundo Mowen e Hansen desenvolvimento sustentável é definido como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a habilidade de gerações futuras satisfazendo suas próprias necessidades. (Ver Gestão de Custos. Cap. 17, pg. 565, Pioneira Thompson Learning, São Paulo, 2001).  Há consenso mundial em marcha pela sustentabilidade. As células sociais estão aderindo à preservação do meio ambiente natural e estão conscientes da necessidade de cuidar da natureza, pois há um limite de exploração dos bens da Terra o que não se pensava a algumas décadas passadas. Há nas células sociais a preocupação da ampliação do conhecimento do sistema de gerenciamento ambiental e das aplicações em utensílios para cuidar do entorno ecológico.

Neste breve artigo enfocaremos dois assuntos em evidência atual a gestão ambiental e custos ambientais nas células sociais.



Fonte:


11 de junho de 2011

A Interdisciplinaridade no ensino da Contabilidade - um estudo empírico da percepção dos Docentes





por: Fatima Aparecida da Cruz Padoan
Ademir Clemente

Introdução

O Sistema Educacional é constantemente questionado e repensado, no sentido de sua incapacidade de preparar profissionais para as demandas do futuro. Especificamente no que diz respeito à Contabilidade, o problema da qualidade do ensino é antigo e passa por um fator determinante, que é o professor.

A busca de novos horizontes, ao se estudar o ensino superior em Contabilidade, sugere o desenvolvimento de novas metodologias.

Para Nossa (1999) e Marion (1998), a pesquisa na área contábil é, ainda, incipiente . Sendo que o papel do Ensino Superior está alicerçado no tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão, é preciso que o quadro atual se modifique, pois é o ambiente acadêmico que irá nortear o estudante de graduação em Ciências Contábeis para a relevância da Contabilidade.

Atualmente, há uma exigência de formação de seres humanos capazes de se adaptar a novos ambientes, de compreender e dominar a complexidade das relações e atividades humanas e, acima de tudo, coordenar o turbilhão de informações e novos conhecimentos que se contrapõem aos padrões de referência até então dominantes.

Partindo deste quadro, buscou-se estudar a interdisciplinaridade e como ela se dá no meio do ensino Contábil. Embora o assunto traga algumas divergências quanto à definição, não resta dúvida quanto a sua relevância para o ensino.



Fonte: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos62006/551.pdf 

10 de junho de 2011

Exame de Suficiência põe em xeque o ensino contábil


por: Gilvânia Banker
Fonte: Jornal do Comércio / RS

Realizada depois de um intervalo de seis anos, prova apresenta um baixo índice de aprovação em todo o País.

O mercado de trabalho para os contadores e técnicos vai ficar mais exigente na hora da escolha do profissional. Suspenso desde 2005, o Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) voltou a ser aplicado. A primeira edição, realizada em maio, trouxe à tona um cenário preocupante. Apenas 5.650 dos 16.608 contadores que fizeram as provas em todo o País conseguiram aprovação, o que equivale a um percentual de 30,83%. Dos técnicos em contabilidade, 24,93% conseguiram a obtenção do registro validado pelo CFC.

O resultado se torna ainda mais dramático quando se leva em consideração a exigência de acertos, que era de apenas 50%. No Rio Grande do Sul, a média de aprovação foi de 37,38% para contadores. O alto índice geral de reprovação, de 69,17%, assustou as lideranças da Contabilidade. De acordo com a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC e coordenadora da comissão estratégica para validação das provas, Maria Clara Bugarim, não houve destaque para nenhum estado, pois a média para cada região foi praticamente igual.

O exame teve como referência os conteúdos programáticos desenvolvidos no curso de bacharelado em Ciências Contábeis e no curso de Técnico em Contabilidade. Na avaliação da vice-presidente, o resultado era previsível, mesmo com o nível das provas não sendo considerado difícil. “O número reflete a realidade do ensino no País. É preciso um despertar das instituições para este produto que estamos disponibilizando no mercado de trabalho”, alerta. Maria Clara orienta para que os alunos que foram reprovados façam cursos de atualização no CFC.

O resultado, embora frustrante, não chegou a surpreender o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC-RS), Zulmir Breda. “O exame mostrou o que nós já imaginávamos”, disse, convicto de que este é o espelho da proliferação de cursos em detrimento da qualidade. A tendência, na visão da vice-presidente, é que nas próximas edições o desempenho dos candidatos seja melhor, pois garante que o CFC irá buscar junto ao Ministério da Educação (MEC) maior participação na avaliação das instituições de ensino superior.

A análise é a mesma do presidente do CRC de São Paulo, Domingos Orestes Chiomento, que se mostrou decepcionado com o índice de desempenho do seu estado e do País. “Esperávamos que, no mínimo, 50% dos bacharéis e técnicos conseguissem passar por esse teste de capacitação profissional, como vinha acontecendo nas dez edições anteriores, realizadas no período de 2000 e 2004, quando o exame estava ainda em vigência.” Para ele, o resultado é preocupante e constata o despreparo dos profissionais para atender às exigências do mercado.

Como medida imediata, o sistema CFC/CRCs enviou as avaliações para todas as instituições acadêmicas autorizadas pelo MEC. O propósito é fazer com que os cursos se adaptem, da melhor maneira possível, adequando as disciplinas à realidade do mundo dos negócios, que tem uma dinâmica cada vez mais veloz. “Os contabilistas precisam estar aptos para acompanhar as exigências da nova economia mundial, subsidiando os empreendedores com informações confiáveis e de valor”, defende Chiomento.

O primeiro lugar em aprovação ficou com o Distrito Federal, onde 114 das 262 pessoas que prestaram o exame conseguiram obter o registro. O título de vice-campeão do ranking foi para o Rio de Janeiro, que recebeu 853 inscrições, com 334 candidatos aprovados, enquanto o terceiro lugar ficou para o estado da Paraíba, com 205 inscrições e 77 aprovados. O Rio Grande do Sul alcançou o quarto lugar.

De acordo com Chiomento, o resultado do estado paulista surpreendeu negativamente e deve ser analisado em relação ao desempenho obtido nas outras regiões, levando-se em consideração o número de faculdades existentes e o de bacharéis e técnicos que fizeram a prova.  São Paulo ficou em 11º lugar.

Para ele, a situação dos técnicos é ainda mais preocupante, uma vez que nos estados do Acre, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso nenhum candidato foi aprovado.

Novos cursos são aprovados sem avaliação criteriosa
O crescimento desenfreado de novas faculdades sem a avaliação criteriosa da qualidade do ensino é apontado como o principal motivo deste baixo índice de aprovação. Para a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC e coordenadora da comissão estratégica para validação das provas, Maria Clara Bugarim, este resultado deverá forçar as instituições de Ensino Superior a melhorar seus cursos de graduação. Caso contrário, acredita, poderão ver seus alunos migrarem para outras faculdades. “Os estudantes irão cobrar melhorias no ensino de Ciências Contábeis de suas instituições”, aposta.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 32,3 mil alunos concluíram o curso de Contabilidade em 2009, nas mais de mil instituições de ensino da área contábil em todo o território brasileiro. O Estado gaúcho conta com 59 faculdades de Ciências Contábeis, porém, apenas uma delas, a Unisinos, oferece curso stricto sensu, mestrado e doutorado para os que desejam se aperfeiçoar na área. Para o presidente do CRC-RS, Zulmir Breda, esta é uma realidade triste, mas que precisa ser encarada, pois faltam profissionais com qualificação para atuar como docentes. No Brasil, existem apenas três instituições com doutorado em Contabilidade.

São aproximadamente 500 mil profissionais de Ciências Contábeis em atividade no País. Só no Rio Grande do Sul, o CRC-RS registra exatos 38.687 profissionais, entre técnicos e contadores. Para desenvolver com competência o seu papel perante as exigências do mundo moderno, o profissional precisa de constante aperfeiçoamento. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) já está discutindo a possibilidade de abrir cursos de mestrado a partir de 2014, em parceria com outros estados e países.

O problema, segundo o coordenador da Comissão de Graduação em Ciências Contábeis e Atuariais (Cgatu) da Ufrgs, João Marcos da Rocha, é a falta de professores com nível de mestrado e doutorado, pois a exigência do MEC é de que haja, pelo menos, dez doutores e, atualmente, a Ufrgs conta com apenas dois.

Na análise do coordenador, o resultado do exame demonstra que as faculdades de graduação estão num patamar que atende a uma expectativa mediana de mercado. A consequência disso é que muitos cursos terão de se reformular, pois os candidatos irão exigir mais das universidades e saberão escolher as melhores. “Será uma seleção natural”, acredita o professor, confiante de que o mesmo aconteça com o mercado de trabalho na busca por bons profissionais.

A Pontifícia Universidade Católica do RS (Pucrs) conta com vários cursos de especialização para a área contábil como Gestão Tributária, Controladoria e Finanças, Governança Corporativa e Gestão de Riscos, Auditoria e Perícia. O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Pucrs, Saulo Armos, acredita que a universidade está no caminho certo, adequando-se para uma nova realidade, e leva em conta inclusive as Normas Internacionais de Contabilidade.

A Pucrs está mapeando os egressos que prestaram o exame para obter informação sobre seu desempenho. O objetivo, segundo Armos, é encontrar ações corretivas que possam diminuir os índices de reprovação nas próximas avaliações. “Não há forma de ensinar a contabilidade em seu estágio atual sem a estrutura das instituições de Ensino Superior”, argumenta o coordenador.