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15 de dezembro de 2012

Guia 2010/2011 - Demonstrações Financeiras e Sinopse Legislativa



por PricewaterhouseCoopers Brasil.

O Guia Demonstrações Financeiras e Sinopse Legislativa da PwC chega à 20ª edição. Todos os anos, há duas décadas, uma equipe selecionada da PwC – Brasil, formada por profissionais das áreas de auditoria e de consultoria tributária e societária se dedica a compilar, analisar e comentar as instruções, deliberações, normas e leis relativas ao processo de preparação de demonstrações financeiras que sofreram alterações  ou foram instituídas durante o exercício social pertinente. Tal trabalho culmina com a publicação do Guia Demonstrações Financeiras e Sinopse Legislativa. Além das questões técnicas, o trabalho ainda traz comentários de especialistas sobre o cenário econômico, tributário e normativo no País.

Fonte: http://www.abvcap.com.br/Download/Estudos/652.pdf

12 de novembro de 2012

Análise das Práticas de Divulgação do Ajusto ao Valor Presente (AVP) pelas Comapnhias Listdas na BM&FBOVESPA



por Dra. Vera Maria Rodrigues Ponte, 
Marcelle Colares Oliveira, 
Danival Sousa Cavalcante 


Estudos acadêmicos, como o realizado por Botosan, em 1997, e Forker, em 1992, constataram que empresas com melhor estrutura de governança corporativa apresentaram nível mais  elevado de  disclosure.  A presente pesquisa tem como objetivo investigar o  grau de cumprimento das práticas de divulgação relativas ao Ajuste a Valor Presente (AVP), quando da adoção inicial da Lei n. 11.638/07 e da Lei n. 11.941/09, examinando se existiu uma maior observância pelas empresas dos níveis diferenciados de governança corporativa (NDGC) da BM&FBovespa. Caracteriza-se como um estudo descritivo, tendo sido levantadas as práticas de divulgação das companhias abertas, por meio do exame às demonstrações contábeis, do exercício findo em 2008, de uma amostra de 334 empresas. É aplicado o teste de diferenças entre médias de Mann-Whitney para verificar se nas  empresas dos NDGC há um maior cumprimento das orientações de divulgação, quando comparadas com as do mercado tradicional. Verificou-se um baixo grau de cumprimento das práticas de divulgação relativas ao AVP e não se observou um maior atendimento às orientações de divulgação por parte das empresas dos NDGC. Os resultados reforçam os achados de pesquisa publicada em 2009, por Santos e Calixto, demonstrando que a transparência  foi negligenciada nas demonstrações contábeis de 2008, até mesmo pelas empresas do Novo Mercado da BM&FBovespa.  

Fonte: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos102010/365.pdf

14 de outubro de 2012

Contabilidade para fusões e aquisições de empresas: soluções históricas para problemas contemporâneos


por Carlos Roberto de Godoy. 
Ariovaldo dos Santos

A principal motivação neste artigo foi investigar e questionar a evolução do arcabouço teórico, normativo e prático da contabilidade para fusões e aquisições de empresas (accounting for business combinations) no mercado norte-americano, já que as normas emanadas pelos Estados Unidos sustentam, na essência, os modelos de evidenciação adotados na Comunidade Européia e em vários outros países.
A tradição norte-americana de estudos avançados de normas e práticas de contabilidade, associada à constante necessidade de adaptação da contabilidade às práticas econômicas (fusões e aquisições), levou aquele país a desenvolver um arcabouço teórico e normativo de contabilidade para fusões e aquisições de empresas até hoje não superado.
O desenvolvimento do trabalho consistiu na análise dos principais pronunciamentos relativos aos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos nos Estados Unidos (US-GAAP), desde os mais antigos até chegar às recentes normas emitidas pelo Financial Accounting Standards Board (FASB) em 2001, especificamente os SFAS n.141 e n.142.
Como resultado, pôde-se constatar que, após diversas e diferenciadas técnicas de registro contábil das operações de fusões e aquisições de empresas, o pronunciamento do FASB (SFAS n.141), que substituiu o Accounting Principles Board (APB) Opinion (APBO) n.16 (business combinations) e eliminou o uso do Método de União de Participações, deixou os US-GAAP mais consistentes com as normas de contabilidade de outros países.
O destaque que se faz ao pronunciamento do FASB (SFAS n.142), que substituiu o APBO n.17 (intangible assets), é a aproximação do tratamento contábil dado ao goodwill, apurado nas combinações contabilizadas pelo Método de Compra, à sua verdadeira essência econômica.
Foi possível detectar que determinadas práticas contábeis, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, ao longo do tempo visaram manipular indicadores financeiros e resultados.
Também se constatou que as recentes alterações realizadas pelo órgão normatizador (FASB), da mesma forma que no passado, acabaram sendo impulsionadas, dentre outras razões, com o intuito primordial de restringir essas manipulações empregadas por empresas fusionadas ou adquiridas.


4 de outubro de 2012

A Demonstração do Valor Adicionado – DVA como fonte de informações gerenciais: Um estudo em uma cooperativa de crédito



por Prof. Jair Antonio Fagundes,
Marcos Rogério Rodrigues,
Msc. Clébia Ciupak.
Laura Sabbado da Rosa



O presente estudo objetiva apresentar a importância da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) como ferramenta de análise gerencial em uma Cooperativa de Crédito Rural tomando por base o período de 1999-2006. Evidenciou-se a riqueza gerada pela entidade e, após a aplicação do método da adição, analisou-se o resultado do ponto de vista dos funcionários, do governo e dos associados. Estes resultados referem-se às informações coletadas nas Demonstrações Contábeis divulgadas pela Cooperativa, as quais serviram para a análise do período. O estudo realizado permitiu gerar várias informações que podem ser úteis a diversos usuários, pois houve o acréscimo de mais uma ferramenta de suporte ao gerenciamento e tomada de decisões, de vez que até então as análises tinha unicamente como parâmetro os valores expressos nas Demonstrações de Resultados do Exercício.


Fonte: http://www.unisinos.br/abcustos/_pdf/55.pdf

20 de julho de 2012

Risco, Retorno e Equilíbrio: Uma análise do modelo de Precificação de Ativos Financeiros na Avaliaçõ de Ações Negociadas na BOVESPA (1988 - 1996)



por Adriano Leal Bruni


Desde que Markowitz, Tobin, Sharpe, Lintner, Mossin e Black apresentaram as principais idéias que constituíram a base do capital asset pricing model, este se tornou a principal referência usada por acadêmicos e práticos de finanças na analise da relação entre risco e retorno de ativos. Em equilíbrio, o retorno esperado de um ativo deveria ser igual ao retorno de um ativo livre de risco, mais um prêmio pelo risco corrido.
Testes estatísticos iniciais, conduzidos entre finais da década de 60 e 70, contribuíram com a afirmação do modelo, não sendo capazes de rejeitar as principais premissas do modelo. Entretanto, a partir do final dos anos 70, inúmeros outros testes passaram a apresentar fatores que, além do beta, teriam relação significativa com os retornos das ações analisadas. Alguns destes trabalhos chegaram a afirmar não ter encontrado relação entre retornos e betas. Entre as variáveis significativas encontradas, destacaram-se o tamanho da empresa, o endividamento, a relação entre o valor contábil e o valor de mercado, a rentabilidade dos dividendos, a liquidez dos papéis, a relação fluxo de caixa sobre preço, o crescimento das vendas passadas, a relação preço sobre vendas e a variância individual dos ativos.
Devido a polêmica surgida em torno do modelo e do questionamento quanto à significância de outras variáveis, além do risco sistemático, na análise dos retornos dos ativos financeiros, a presente dissertação objetivou analisar o comportamento das ações de empresas não financeiras negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo entre os anos de 1988 e 1996, com base em regressões cross-section anuais. Em função de características distintas da economia brasileira no período estudado, as análises foram, complementarmente, dividas em dois subperíodos (anos de 1988 a 1994 e anos de 1995 e 1996).
Os resultados encontrados não permitiram evidenciar relação significativa entre os retornos reais e os betas das ações, calculados em relação ao Ibovespa sobre um horizonte de 24 meses. Por outro lado, outras variáveis, como o endividamento (expresso pelo total de ativos sobre o valor de mercado da empresa) e a relação valor contábil sobre valor de mercado, revelam-se bastante significativas durante o período analisado.


 Fonte: http://www.infinitaweb.com.br/albruni/artigos/9805_Dissertacao.pdf

6 de maio de 2012

Discussão, mensuração e avaliação do goodwill: da questão teórica à prática empresarial



por Carlos Alberto Serra Negra,
Elizabete Marinho Serra Negra,
Marco Antonio Amaral Pires,
Nourival de Souza Resende Filho,
Walmir Moreira Lage

As expectativas de mercado e as potencialidades geradas pelo expansionismo empresarial cada vez menos mercantil e mais informacional, trazem inúmeros desafios e controvérsias para a Teoria Contábil em relação aos ativos intangíveis. E, em particular, o Goodwill passa a ser o centro de debates de seminários, congressos, apresentações e pronunciamentos internacionais, tendo em vista a necessidade de valores reconhecidos em transações de compra e venda sejam registrados pela Contabilidade de forma a poder permitir uma identificação mais adequada que os atuais padrões de registro contábil. A perda da qualidade da informação é prejudicial a todos, e a sua mensuração distante da realidade é uma evidência que deve ser minimizada. No sentido de permitir aos agentes que utilizam os demonstrativos contábeis a visualização mais próxima da real valorização da entidade.
Os debates sobre o Goodwill, tem registros de língua inglesa, que datam o século XIX. Pinto (2003) cita pronunciamentos e publicações datados de 1891, onde Francis More lia um artigo perante a Chartered Accountants Students Society of Edinburg, na Escócia, publicado na revista The Accountants e em 1897, Laurence Robert Dicksee publicava em Londres:  Goodwill and Its Treatment in Accounts, onde aborda os problemas de reconhecimento do goodwill nos registros contábeis, propondo a sua imediata liquidação contra o líquido nos casos em que ele obrigatoriamente tivesse que ser contabilizado. O autor nos relata que “Hatifield, grande estudioso dos ativos intangíveis em geral em 1909 introduz uma nova maneira de cálculo do goodwill em sua obra  Modern Accounting: Its Principles and Some of Its Problems, publicado em Nova York”.

26 de março de 2012

Considerações sobre a eficácia do Valor Adicionado para Mensuração do Resultado Econômico e Social



por Cesar Eduardo Kroetz, 
José Paulo Consenza


Simultaneamente ao desenvolvimento da atividade mercantil, em termos econômicos, começaram a surgir também novos usuários da informação contábil-financeira, como credores, dirigentes não-proprietários, acionistas, sindicatos, organizações não-governamentais e clientes. Tal fato revela a presença de grupos importantes de novos agentes econômicos que participam em uma empresa, relacionando-a com os entornos internos e externos.
Não obstante, devido à sua inclinação tradicional por satisfazer demandas de informações de caráter financeiro, a Contabilidade não vem atendendo integralmente aos interesses destes “novos usuários” que, por seu lado, necessitam de dados que evidenciem informes diferentes daqueles contidos nas demonstrações contábeis tradicionais.
É neste contexto que se manifesta a necessidade de se publicar outros tipos de demonstrações que propiciem informações que resultem compreensíveis e transparentes a qualquer categoria de usuário, indepen dentemente de seus conhecimentos em matéria contábil, contemplando simultaneamente aspectos econômicos, financeiros, sociais e ambientais.
Dentro deste grupo de “novos informes” encontra-se a Demonstração do Valor Adicionado (DVA), que no papel de demonstração contábil complementar visa informar sobre a participação de todos os fatores econômicos que intervieram na criação de riqueza por uma entidade e sua conseqüente distribuição entre esses agentes de produção.
À medida que uma entidade desenvolve suas atividades empresariais, produz fluxos de natureza econômica, apropriados mediante a confrontação das receitas com as despesas para determinar sua magnitude econômica, ou seja, o excedente produzido durante o período.
Tradicionalmente, o resultado contábil (lucro líquido) tem sido considerado um  os melhores indicadores para avaliar a gestão. No entanto, esse resultado não significa, fielmente, aumento de riqueza, porque evidencia a riqueza patrimonial sob a perspectiva dos proprietários ou acionistas.


Fonte: http://www.ccontabeis.com.br/conv/t07.pdf

12 de fevereiro de 2012

As modificações ocorridas no Balanço Patrimonial segundo a Lei 11.638/07 e Lei 11.941/09



por Maria de Fátima Pires Augusto

     A economia, com o advento da globalização vem se fortalecendo ao longo dos anos tendendo a um único mercado. Surge a partir desse contexto a necessidade da criação de um sistema de informação que harmonize as práticas contábeis e que seja compatível  para seus diversos usuários e interesses.

     A Contabilidade caminha junto com o mercado econômico, por isso está sempre em constante mudança, em decorrência da mundialização dos mercados. No entanto, sua principal finalidade ainda é, conforme Iudícibus (2000, p.20) “prover os usuários dos demonstrativos financeiros com informações que os ajudarão a tomar decisões”.

     Entretanto, os usuários se diversificaram e para que se cumpra a função básica da contabilidade esta precisou se adequar às necessidades dos usuários. Entre as exigências, acelerada pelo processo de globalização, está a necessidade da harmonização contábil a qual busca permitir que as ações empreendidas pela empresa, sejam refletidas através das demonstrações contábeis sendo “lidas” e compreendidas da mesma forma por quaisquer usuários. Dessa forma, atendendo aos anseios dos usuários da informação contábil.

     O processo de harmonização internacional da contabilidade vem sendo desempenhado pelo IASB (International Accounting Standards Boards), sucessor do IASC (International Accounting Standards Committee), emitindo pronunciamentos internacionais sobre diversas matérias contábeis.

     A Lei 11.638/07 alterada pela Lei 11.941/09 insere o Brasil no grupo dos países comprometidos com a convergência das normas internacionais (mais de 100 países segundo dados do IASB de 2007). Altera e revoga dispositivos da Lei 6.404/76 das Sociedades por Ações, bem como nas Sociedades com ativo superior a R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões, visando sua adequação às normas internacionais. O ponto de maior relevância dá-se nas demonstrações contábeis, mais especificamente no Balanço Patrimonial que passa a ter uma nova estrutura.

     Além disso, a nova Lei trouxe uma mudança de filosofia, postura e pensamento em relação aos seguintes tópicos: “primazia da essência sobre a forma, primazia da análise de riscos e benefícios sobre a propriedade jurídica e normas orientadas por princípios e não por regras excessivamente detalhadas e formalizadas” (IUDÍCIBUS, 2008, p.6).

28 de dezembro de 2011

Guia para Elaboração das Demonstrações Financeiras (2009/2010)


por Ernst & Young


Sólidas práticas contábeis, de auditoria e de divulgação de informações são essenciais para promover o crescimento liderado pelo setor privado de maneira sustentável e igualitária e para possibilitar governança e atuação responsável. Essas práticas promovem o desenvolvimento dos mercados de capital, facilitam o acesso a financiamentos por parte de empresas locais (especialmente de pequeno e médio portes) e melhoram o ambiente de realização de negócios, além de integrarem empresas locais à economia global, reduzirem o risco de crises no setor financeiro e permitirem que se realize com eficiência a operação ou privatização de empresas estatais.

A atenção de alguns países ao fortalecimento de sua estrutura empresarial para divulgação de informações financeiras já começou a dar resultados importantes.

No Brasil, por exemplo, as regras que promovem práticas contábeis e de auditoria mais sólidas entre as empresas de capital aberto contribuíram para aumentar o nível de detalhamento do mercado de capitais. No México, normas de licenciamento mais rígidas resultaram em maior confiança nas demonstrações financeiras que os auditores elaboram ou examinam, bem como em maior integração regional com a América do Norte. No Chile, a conversão bem planejada às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS), que está em andamento, abre caminho para a adoção organizada desses princípios e para os respectivos benefícios da integração internacional, menor custo de capital e melhor ambiente para a realização de negócios. Outros países também deram início a importantes reformas na área de contabilidade e auditoria e estão conseguindo benefícios significativos.


17 de dezembro de 2011

Investimentos - Participação em outras Sociedades


por Prof. Me. Mompean


Introdução

• De uma forma geral, investimentos podem ser entendidos como toda e qualquer aplicação de recursos em ativos cujas fontes são representadas pelo passivo ou patrimônio líquido.

• Estes investimentos são classificados de acordo com a sua natureza e a intenção.

• Investimentos representados por ativos que têm como objetivo a manutenção do ciclo operacional da empresa e sejam efetuados em caráter temporário são classificados no ativo circulante ou realizável a longo prazo

• Os ativos que têm por objetivo a manutenção das atividades operacionais da empresa e sejam efetuados em caráter permanente são classificados no ativo permanente.

Tipos de Investimentos

• Títulos de crédito = papéis emitidos por entidades financeiras (Letras de Câmbio, CDB, etc...) ou por entidades não financeiras (debêntures)

• Valores Mobiliários = papéis emitidos por entidades financeiras, ou não, representativos de frações de um patrimônio (ações, quotas ou debêntures) ou direitos sobre a participação num patrimônio (bônus de subscrição ou partes beneficiárias), bem como, papéis representativos da dívida pública federal, estadual ou municipal (LTN, NTN, LFT, LBC, etc.)

• Aplicações financeiras  = aplicações de recursos em papéis de natureza monetária representados por direitos ou títulos de crédito e valores mobiliários, com prazos de vencimentos pré-determinados. Normalmente, na forma de fundos de renda fixa ou variáveis.

• Outros investimentos  = aplicações de recursos em bens de natureza não monetária, representados por valores mobiliários sem prazos de vencimentos e sem taxas de rendimentos pré-determinadas. O rendimento está relacionado às oscilações de cotações de preços de compra e venda:

- Ações cotadas em bolsa de valores
- Investimento em ouro
- Fundo de ações



Fonte: 
http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CBgQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.mompean.com.br%2Fbiblioteca%2FINVESTIMENTOS.doc&rct=j&q=O%20que%20representa%20valores%20significativos%20para%20o%20efeito%20de%20c%C3%A1lculo%20de%20Equival%C3%AAncia%20Patrimonial%3F%20&ei=2vdsTqi1KYPe0QGL2czxBQ&usg=AFQjCNFghfutkcb1B5WWo5nQjYPkX9CB7Q&sig2=mRuXhR1sCEBaWo-UC6yhug&cad=rja

5 de dezembro de 2011

Uso da Demonstração do Valor Adicionado - DVA - como ferramenta da medição da Carga Tributária no Brasil



por João Eduardo Prudêncio Tinoco, 
Pérsio Belluomini Moraes


Este artigo descreveu e avaliou a Demonstração do Valor Adicionado no contexto do Balanço Social, que três empresas brasileiras de grande porte divulgam aos parceiros sociais, explicitando a carga tributária a que são acometidas, bem como comentou a repartição da riqueza gerada entre seus geradores.

Quanto aos meios de investigação usou-se pesquisa documental, mediante a análise dos relatórios anuais publicados dessas empresas, que operam no Brasil e divulgam informações no País e no exterior, e bibliográfica, tanto de fontes primárias como secundárias.

Os resultados indicam que essas empresas são grandes geradoras de valor adicionado e que os tributos ocupam posição relevante nessa geração.


1 de dezembro de 2011

Contabilidade na Venda e Reavaliação de Ações


por Denis Borges Barbosa, 
Ana Beatriz Nunes Barbosa, 
Leila Maron Srur


O presente artigo visa tratar da possibilidade de reavaliação de ações detidas por uma companhia ou alteração do valor do balanço visando demonstrar a desvalorização das mesmas ou refletindo o deságio em caso de venda destas e como será efetuada a contabilidade desta diminuição do ativo.

Tal questão apresenta-se quando há no ativo de uma empresa uma quantidade de ações cujo valor econômico é significativamente inferior ao do registro contábil tendo eventos posteriores à contabilização levado à perda de substância econômica do ativo.

I – DA REAVALIAÇÃO DAS AÇÕES
O Artigo 183 da Lei das Sociedades Anônimas dispõe:
“Art. 183 - No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: ...
III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos Arts. 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas;
§ 1° - Para efeitos do disposto neste artigo, considera-se valor de mercado:
c) dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.
§ 2° - A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de:
a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência;
b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;
c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa
exploração.


Fonte: http://www.nbb.com.br/pub/societario04.pdf

28 de novembro de 2011

Passivo Construtivo: a obrigação decorrente da responsabilidade social das empresas


por Manoel Raimundo Santana Farias



Em geral, os passivos decorrem de instrumentos legais que tratam das obrigações da empresa com terceiros e que são chamadas de obrigações legais. Entretanto, há casos em que se configuram passivos para os quais não existem determinações legais e que são chamados de obrigações construtivas.

Este trabalho tem como objetivo demonstrar por meio de conceitos e exemplos que as obrigações construtivas estão relacionadas, em muitos casos, com a responsabilidade social das empresas e que tais exigibilidades se diferenciam das obrigações legais pela sua natureza.

Então, considerando que não são exigíveis por meios legais, tem-se a seguinte questão,
quais as razões que levam as empresas a assumirem a responsabilidade pelos passivos construtivos?

Utilizou-se no estudo a pesquisa bibliográfica a partir da qual fez-se a análise da evolução conceitual das obrigações legais, justas e construtivas e dos exemplos apresentados por renomados autores da Teoria da Contabilidade, bem como pelos trabalhos desenvolvidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) e normas do Iasb (International Accounting Standards Board).



Fonte: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos52005/517.pdf

27 de novembro de 2011

Um estudo sobre a contabilização dos Ativos Intangíveis no Brasil


por Eneas da Silva Camargo


Apesar de ser considerado um dos temas mais controversos da contabilidade, atualmente os Ativos Intangíveis são entendidos como bens essenciais à geração de riqueza das entidades.

O presente artigo busca entender as possíveis causas do distanciamento entre o valor de mercado e do patrimonial das empresas em virtude da insuficiente valoração desses ativos nas demonstrações contábeis.

Para tanto, foi feita uma revisão na literatura, tomando como base de fundamentação a Lei 11.638/2007 e o Pronunciamento Técnico CPC 04, focada nos aspectos de definição, mensuração e avaliação dos Ativos Intangíveis, tanto dos adquiridos como dos gerados pela própria entidade.

Em seguida, buscou-se estabelecer uma análise crítica sobre a utilidade da informação contábil na visão de alguns renomados autores. Adicionalmente, realizou-se uma pesquisa literária sobre as metodologias capazes de identificar e avaliar os recursos Intangíveis de uma entidade, de tal fornia a dar suporte ao seu gerenciamento.

Por fim, conclui-se que a contabilidade de hoje não evidencia seus ativos intangíveis de forma relevante e precisa, haja visto, o enorme abismo que existente entre o valor contábil e o valor de mercado das empresas

 Fonte:  http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25801/000751268.pdf?sequence=1

24 de novembro de 2011

Capital Intelectual: Seu Entendimento e Seus Impactos no Desempenho das Grandes Empresas Brasileiras


por Maria Thereza Pompa Anthunes, 
Eliseu Martins



O tema Capital Intelectual emerge na sociedade atual suscitando a discussão sobre a sua
relevância para a riqueza das organizações. Admite-se o conhecimento como um recurso econômico que impõe novos paradigmas na forma de valorização do ser humano e na forma de avaliação das empresas, pois esse conhecimento (Capital Intelectual – CI) tem produzido benefícios intangíveis que alteram seu valor.

Neste artigo buscou-se estudar as relações existentes entre o entendimento do conceito de Capital Intelectual, por parte dos gestores, e o desempenho das empresas, de forma a verificar a adequação das medidas de desempenho atualmente existentes para captar os efeitos dos investimentos nos elementos que compõem o Capital Intelectual. A pesquisa, do tipo exploratória e descritiva, está baseada numa amostra composta por 30 empresas dos ramos da indústria, comércio e serviços.

Os dados foram tratados por meio dos métodos Qualitativo (Análise de Conteúdo) e Quantitativo (Análise de Cluster e Análise de Correlação/Associação). Concluiu-se que os gestores possuem o entendimento do conceito de CI semelhante ao conceito exposto na literatura, realizam investimentos nos elementos que identificam o CI e que o entendimento do conceito influenciou indiretamente o desempenho das empresas por meio das ações de investimentos realizados no elemento humano.

Identificou-se uma lacuna a ser preenchida pela Contabilidade Gerencial a fim de prover as informações necessárias para a gestão dos retornos dos investimentos realizados nos elementos do Capital Intelectual, pois os gestores entrevistados estão dispostos a implementar um modelo de avaliação dos retornos obtidos pelos investimentos em Capital Intelectual, ou simplesmente Ativo(s) Intelectual(is).

 Fonte:  

21 de novembro de 2011

Ativo Intangível: Goodwill ou Capital Intelectual


por Amanda Borges de Albuquerque Assunção,
Geiza Souza e Silva, 
Neuza de Lima Raimundo de Melo e Silva, 
Clenilson Siqueira Felinto de Lima.


      Era uma vez... um casal jovem, ambos sem bens. Unidos em matrimônio, foram morar em uma casa cedida pelo pai de um deles. Para se sustentar, começaram a produzir pizza e vender para as redondezas. A pizza teve grande aceitação, e as pessoas começam a consumir cada vez mais. A pequena produção teve que ser ampliada, mas, por falta de espaço, começou a ser entregue em domicílio. Logo a pequena produção caseira tornou-se uma marca reconhecida associada a um número de telefone.
     Um dia o casamento se desfez, e o casal, agora não mais tão jovem, enfrenta um dilema: como repartir o patrimônio? É bem verdade que vários ativos foram incorporados, mas a empresa vale muito mais do que o valor que havia contabilizado, porque o grande gerador de valor agora é a marca consolidada associada a um número de telefone, e que foi constituído a partir das habilidades de gestão, campanhas de marketing, qualificação da mão-de-obra. Enfim, aspectos que geram valor para a empresa, mas que são de difícil quantificação.


Tentando contribuir para o esclarecimento desta questão, serão analisados os conceitos de ativos intangíveis, especialmente os relacionados a Goodwill e capital intelectual.

Dentre os intangíveis que a contabilidade reconhece atualmente encontram-se patentes, marcas, direitos autorais, e etc. Entretanto, também é amplamente reconhecida a existência de outros intangíveis que, apesar de ainda não terem sido identificados ou mensurados, igualmente, contribuem para os resultados de uma entidade, como o Goodwill e o Capital Intelectual. E, pela falta do seu reconhecimento contábil e conseqüente falta de modelos, dá origem a uma mistura de conceitos e definições. Freqüentemente, Goodwill e Capital Intelectual são vistos: como sinônimos; como distintos; ou um como gerador do outro. Portanto, faz-se necessário estabelecer dois questionamentos básicos: existe diferença entre esses dois termos? Qual o limite entre esses dois conceitos?

Trata-se de um estudo teórico, de natureza exploratória, haja vista se constituir um tema ainda bastante discutido na academia e que para o qual ainda não existem muitas evidências. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, procurando identificar os diversos conceitos de ativo, situando entre esses o Goodwill e o Capital Intelectual,
procurando entender suas diferenças e semelhanças. E, com relação à estrutura, os tópicos são distribuídos de forma lógica, objetivando facilitar a interpretação do que está sendo exposto, e numa seqüência que favorece a busca pela resposta do problema central.