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9 de novembro de 2012

As implicações e as aplicações da Governança Corporativa no Direito Societário Brasileiro


por Simone Augustinho Rocha


O presente trabalho faz uma reflexão sobre as implicações e as aplicações dos conceitos da Governança Corporativa no Direito Societário Brasileiro. Através da pesquisa bibliográfica na doutrina e na legislação, pode-se ter uma visão da influência que o mercado exerce sobre o direito. A sociedade anônima utiliza a Governança Corporativa para melhorar o seu desempenho, facilitar o seu acesso ao capital a custo baixo, contribuindo assim para sua perenidade no mercado. A criação pela Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA, dos Níveis Diferenciados de Governança Corporativa, o “Novo Mercado”, o Código de Boas Práticas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, e os princípios (disclosure, compliance, equity e accountability), são balizadores para o melhor comportamento das  companhias no mercado de capitais. Porém, a grande discussão se faz quando estas condutas e princípios são incorporados na legislação societária brasileira. Fato este ocorrido, com a alteração na Lei nº 6.404/76 pela Lei nº 10.303/01, que, segundo os doutrinadores, introduziram os conceitos de Governança Corporativa na legislação societária brasileira;bem como o estudo de algumas práticas de Governança Corporativa em quatro grandes companhias brasileiras. Observa-se que a dinâmica do mercado de capitais gera a necessidade de atualizar constantemente a legislação societária brasileira.


Fonte: 
http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2007_1/simone_augustinho.pdf

23 de agosto de 2012

Relação entre Disclosure e Governança Corporativa das Empresas Brasileiras


por Ana Paula Lanzana



O disclosure tem papel fundamental no funcionamento do mercado de capitais, sendo essencial paia a adequada avaliação das oportunidades de investimentos pelo; agentes econômicos na medida em que reduz a assimetria informacional.
A literatura mostra que diversos fatores afetam as decisões sobre o nível de disclosure, e. considerando que no Brasil o principal conflito de agência ocorre entre acionistas controladores e minoritários, considera-se que características de governança corporativa seriam possivelmente um fator determinante das decisões de disclosure.
A presente pesquisa teve por objetivo detectar se haveria relação significante entre disclosure e governança através de regressões pelo método dos Mínimos Quadrados Ordinários e pelo modelo Tobit para o ano de 2002 onde o nível de disclosure foi a variável dependente (foi criado um índice de disclosure especialmente para este estudo.


Fonte: http://www.ppge.ufrgs.br/GIACOMO/arquivos/gov-corp/lanzana-2004.pdf

8 de junho de 2012

Governança Corporativa e a Contabilidade: Uma discussão


por Andressa Salvador,
Elen Karla Trés,
Fernando Bom Costalonga


A governança corporativa, a partir de 2002 passou a ter espaço privilegiado nas discussões sobre ferramentas gerenciais de controle a fim de mitigar a assimetria de informação e o custo de agência e de transação.
Sendo assim, o trabalho objetiva fazer uma exploração inicial sobre o tema para conhecer melhor o assunto e entender a importância da governança corporativa nas organizações e sua correlação com a informação contábil.
Para tanto, aborda-se no trabalho conceitos e objetivos da governança corporativa, bem como, a correlação da governança e sua estrutura com a qualidade da informação contábil.
Por fim, são mostradas evidências empíricas acerca da governança a nível mundial e do Brasil.

 Fonte: 

29 de maio de 2012

Governança Corporativa e Contabilidade: Explorando Noções e Conexões



por Antonio N. Pereira,  Augusto Vilaschi

Buscar os conceitos mais recorrentes da literatura entre governança corporativa e contabilidade é o objetivo do presente artigo. De natureza exploratória e documental o trabalho utilizou fontes documentais e bibliográficas nacionais e internacionais sobre o tema.
O estudo indagou questões fundamentais no que se refere aos conceitos, aos principais fenômenos motivadores, aos mecanismos e às influências existentes entre a governança corporativa e a contabilidade. Adicionalmente, o estudo contribui com um breve mapeamento seletivo da produção científica do tema com foco em publicações nacionais o no Congresso USP de Contabilidade. As contribuições do estudo contemplam uma maior divulgação entre a classe contábil da governança corporativa como elemento de fomento das melhores práticas contábeis.


23 de março de 2012

Governança Corporativa - Quando a Transparência passa a ser uma exigência Global



por Ana Tércia Lopes Rodrigues


O presente trabalho aborda a governança corporativa como um novo modelo de gestão adotado por empresas que buscam competir de forma diferenciada no mercado, valorizando a transparência como princípio norteador das relações estabelecidas nos diversos segmentos de negócios.
Partindo de uma abordagem do contexto corporativo global, representado por grandes organizações que se desenvolvem no mercado mundial afetando o volume e a qualidade das relações comerciais internacionais é possível perceber as motivações que levam as empresas nacionais a investir num padrão mais elevado de transparência nos negócios.
Os conceitos de governança corporativa foram desenvolvidos com base em conceitos acadêmicos, mercadológicos e institucionais, permitindo uma abrangência de posicionamentos diferenciados sobre o tema a partir de ângulos distintos de visão.
No âmbito acadêmico buscou-se um referencial clássico para o tema, embasado na teoria da agência e economia dos custos de transação mesclados a conceitos desenvolvidos na literatura moderna.
Mercadologicamente é abordado o estágio atual de desenvolvimento aplicado dos conceitos de governança corporativa no mercado de capitais, apresentando os critérios da Bovespa para inserção de empresas no Novo Mercado instituído a partir de uma adaptação do modelo alemão do Neuer Markt,bem como estudos recentes realizados sobre o tema.
Institucionalmente, os estudos sobre governança corporativa são desenvolvidos e acompanhados pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa cuja atuação tem contribuído para os avanços e disseminação da matéria no País. São apresentadas as principais recomendações emitidas pelo Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, dentre as quais destacam-se ações de cunho contábil como a necessidade de elaboração de demonstrações contábeis nos padrões internacionais e a caracterização da Auditoria Independente como um dos agentes da Governança Corporativa, juntamente com o Conselho de Administração, Diretoria e Conselho Fiscal.




Fonte: http://www.ccontabeis.com.br/conv/t04.pdf

23 de abril de 2011

Governança Corporativa


por Felix Arthur Garcia


A governança corporativa das companhias tem sido objeto de vários estudos nacionais e internacionais e é amplamente reconhecida como um fator essencial para o acesso das empresas ao mercado de capitais.

Ao procurar definir princípios que visam compor os diversos interesses afetados pelas leis, regras e regulamentos internos que regem o governo das companhias sua conceituação apresenta grande abrangência podendo incluir apenas os interesses dos acionistas da sociedade ou, de maneira mais ampla, outros interesses que não exclusivamente o interesse dos acionistas, mas também dos empregados, consumidores, membros da comunidade em que a companhia está inserida e outros.

O estudo da governança corporativa vai tratar do conjunto de instrumentos de natureza pública e privada, que incluem leis, normativos expedidos por órgãos reguladores, regulamentos internos das companhias e práticas comerciais que organizam e comandam a relação, numa economia de mercado, entre os controladores e administradores de uma empresa, de um lado, e aqueles que nela investem recursos através da compra de valores mobiliários por ela emitidos como, entre outros, os acionistas minoritários e debenturistas.

A discussão sobre governança corporativa surgiu para superar o chamado conflito de agência dos gestores, que é resultado da separação entre a propriedade e a gestão nas companhias. Esse conflito de interesses pode assumir características distintas em função da estrutura de propriedade das empresas.

Independentemente da questão terminológica, a governança corporativa é entendida como a regulamentação da estrutura administrativa da sociedade anônima, através (i) do estabelecimento dos direitos e deveres dos vários acionistas e (ii) da dinâmica e organização dos poderes.

Segundo o Professor Arnold Wald, a governança corporativa “significa o estabelecimento do Estado de Direito na sociedade anônima”, pois assegura a prevalência do interesse social sobre os eventuais interesses particulares dos acionistas, sejam eles controladores, sejam representantes da maioria ou minoria. Através da governança corporativa cria-se a “democracia societária”, sistema de equilíbrio e separação de poderes, em oposição ao regime anterior de onipotência e poder absoluto e discricionário do controlador ou grupo de controle.

Como área de estudos a governança corporativa inclui conhecimentos de finanças, economia e direito e seu estudo ganha relevância crescente a partir de meados da década de oitenta, inicialmente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Para realçar a atualidade do tema, podemos citar Zingales (1998, p.1) que afirma que o próprio termo governança corporativa nem mesmo existia na literatura de administração de empresas no início dos anos oitenta.

O estudo da governança corporativa não deve ficar restrito a aspectos meramente teóricos e abstratos, mas, ao contrário, deve sempre levar em consideração que através da introdução de regras corporativas e procedimentos gerenciais é possível alcançar uma estrutura de governança que resulte na valorização da companhia pelo mercado e crie valor para os acionistas.

A importância que os controladores e administradores devem dar a esse tipo de enfoque do tema pode ser medida pela seguinte observação de Rappaport (1998, p.1):
“avaliar a empresa como intuito de gerenciá-la com base na evolução do seu valor é preocupação atual de praticamente todos os principais executivos, fazendo com que nos próximos anos a criação de valor para o acionista provavelmente se torne o padrão global para mensuração do desempenho do negócio”.


Fonte:
http://www.cvm.gov.br/port/public/publ/ie_ufrj_cvm/Felix%20_Arthur_C_Azevedo_Garcia.pdf