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1 de fevereiro de 2013

Manual de Contabilidade Bancária




por Cândido Sozinho


A dinâmica actual da economia exige recursos tecnológicos para acompanhar a moderna estruturação administrativa e financeira das empresas essencialmente na circulação de meios de pagamento, comandados pelas instituições financeiras que procuram colocar os seus serviços ao menor custo possível, sem que lhes escape os controlos adequados, fazendo uso da mais avançada tecnologia de informação processando a informação em tempo real.
Entretanto a história dos bancos inicia da maneira mais rudimentar; tanto é que existem divergências entre os historiadores na sua narração.
As primeiras transações bancárias surgiram com o advento das primeiras moedas , as quais tiveram origem em diversos países desenvolvidos da antiguidade, cerca de cinco séculos antes de cristo, como na Lídia (Ásia Antiga), Argus (Grécia).
Em Antenas (Grécia) e Roma surgiram, posteriormente, comerciantes de moeda, que efectuavam trocas ou câmbio. Eram os trapezista, na Grécia, e os argentáris, em Roma, que se encontravam em bancas rústicas, instaladas em praça pública, nas quais expunham as moedas destinadas à comercialização.
Com o decorrer do tempo, as operações de troca foram ganhando vulto, passando os cambistas a receber depósitos, pagando juros a taxas baixas e emprestando aos mercadores a taxas mais elevadas.


Fonte: http://pt.scribd.com/document_downloads/direct/56909918?extension=pdf&ft=1329329611&lt=1329333221&uahk=1SP6VjxqyMF51lJVEARApgEwpfo

31 de janeiro de 2013

A Banca e a Contabilidade Bancária




por Maria Reinolds de Melo


A contabilidade bancária integra uma área muito específica, regida por regras muito particulares, devido à importância do sector em que está inserido. Neste artigo refiro-me aos bancos que apresentam as contas consolidadas e estão cotados na bolsa de valores de Lisboa, aos quais as Normas Internacionais de Contabilidade. Muitas vezes não nos apercebemos da importância do sector e muito menos da percepção do peso real que a actividade bancária tem na dinamização do sistema econômico interno, no desenvolvimento das relações econômicas internacionais, na prestação de serviços financeiros e na materialização dos objectivos macroeconômicos


Fonte: http://www.otoc.pt/downloads/files/1164884068_27a36.pdf

29 de outubro de 2012

Acordo de Basiléia II no Basil: Implatação, Supervisão e Fatores de Risco dos Principais Banco


por Agostinho Garrido Teixeira de Carvalho


O objetivo deste estudo é  avaliar, qualitativamente, o risco dos principais bancos brasileiros e  sua adequação aos parâmetros estabelecidos pelo Banco Central do Brasil (Bacen) em face da implementação, no Brasil, do Acordo de Basileia II. Procurou-se, também, identificar eventuais características que diferenciem as instituições financeiras controladas pela União das instituições financeiras privadas. Para tal finalidade foi efetuada uma análise exploratória, com o objetivo de interpretar os resultados apresentados pelas instituições financeiras no período de 07/2008, correspondente à data em que começaram a vigorar os principais normativos emitidos pelo Bacen, até 06/2010, data do último balanço semestral apresentado pelas instituições financeiras à
época do término deste trabalho.  No desenvolvimento do trabalho foram utilizados os dados referentes ao Patrimônio de Referência (PR), Patrimônio de Referência Exigido (PRE) e alguns dados financeiros das instituições pesquisadas, especialmente aqueles relacionados ao risco de crédito e às Provisões para Crédito de Liquidação Duvidosa (PCLD). Os principais resultados observados indicaram que o Patrimônio Líquido das instituições controladas pela União vem perdendo representatividade no cálculo do PR. Observou-se, ainda, que as  instituições financeiras  pesquisadas, que representam quase 80% do mercado financeiro brasileiro, apresentam perfil de risco semelhante, com os fatores de risco de crédito (PEPR) em torno de 90%. Observou-se que o risco de exposições em ouro, moeda estrangeira e operações sujeitas à variação cambial (PCAM) foi de 0%, o que indica que a exposição a esse fator de risco teve pouca relevância e representou menos de 5% do PR das instituições. Foi possível considerar, com base nos elementos avaliados, que as carteiras de crédito dos bancos controlados pela União possuem melhor qualidade que as dos bancos privados pesquisados.  Finalmente, com base nos estudos efetuados, não foram identificadas vulnerabilidades ou pontos críticos que pudessem afetar a qualidade e liquidez dos bancos, nem fragilidades que viessem  a comprometer a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.  


Fonte: http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2054598.PDF

5 de fevereiro de 2012

Basiléia II: Reflexos do Novo Acordo e os Desafios para a Contabilidade


por Eduardo Ito
Mestre em Administração pela PUC-SP
MBA Controller pela FIPECAFI-USP
Supervisor de Risco Operacional do Bradesco
Professor dos cursos de Pós-Graduação do IMES e da UNIA
OBS: Este Trabalho reflete apenas a opinião do autor, não cabendo as entidades mencionadas nem ao Banco Central do Brasil nenhuma responsabilidade.

Com a evolução do Atual Acordo de Capital para Basiléia II, publicado em junho de 2004, se fazem necessárias mudanças substanciais na Contabilidade Bancária tanto em termos de contas como de estrutura e conceitos, principalmente de risco operacional.

Este trabalho propõem a levantar essas mudanças, principalmente com o contexto atual sugerir algumas alternativas tanto para os bancos como para o supervisor focando os aspectos contábeis.

Este trabalho tem por objetivo destacar os desafios contábeis que as intituições financeiras enfrentarão para se adequar ao Novo Acordo de Capital, Basiléia II. Partindo da Basiléia II, e observadas as práticas contábeis vigentes, buscou-se evidenciar as diferenças significativas de cada um. Finalmente, ressaltam-se os recursos necessários para o devido alinhamento a Basiléia II. Lembrando que este trabalho não tem o intuito de esclarecer, resumir e calcular o prescrito na Basilèia II.
 Fonte: 




22 de setembro de 2011

O Impacto do Fim da Correção Monetária sobre o Patrimônio Líquido dos Bancos no Brasil





por Fabiano Gabriel, 
Alexandre Assaf Neto, 
Luiz, João Corrar



O objetivo deste trabalho é verificar se as distorções encontradas, quando do reconhecimento dos efeitos inflacionários, provocam diferenças significativas no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) dos bancos no Brasil.

Baseando-se nos fundamentos teóricos da correção monetária, que deixou de ser exigida legalmente a partir de 1995, e no limite de imobilização, foi estabelecida a seguinte hipótese: o ROE legal é significativamente maior que o indicador ajustados pelos efeitos da inflação.

Para a investigação empírica, selecionou-se uma amostra com os 50 maiores bancos para o período de 1996-2001, conforme seção divulgada pela revista Exame “Melhores e Maiores.

A análise dos resultados dos testes aplicados permitiu rejeitar a hipótese da nulidade entre as diferenças de médias, com um nível de significância de 1% para todos os anos do período analisado. Dessa forma, constatou-se que os efeitos da inflação não devem ser ignorados, mesmo em ambientes com taxas reduzidas.

Por fim, concluiu-se que o fim da exigência legal da correção monetária foi um equívoco, e que o questionamento mínimo que todo usuário da informação contábil deve fazer refere-se à possibilidade de tomar decisões equivocadas, baseando-se na análise de indicadores extraídos de demonstrações contábeis não corrigidas.





Fonte: http://www.institutoassaf.com.br/downloads/Impacto_Fim_Corre%C3%A7%C3%A3o_Monet%C3%A1ria_%20Retorno_Patrim%C3%B4nio_L%C3%ADquidodos_Bancos_Brasileiros.pdf

10 de julho de 2011

Contabilidade de Instituições Financeiras e Operações Bancárias



por: José Américo Pereira Antunes
José Roberto Nunes Pires

CONCEITOS INICIAIS RELACIONADOS AO MERCADO FINANCEIRO E À DINÂMICA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS



A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

Para se entender o funcionamento de uma INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, é fundamental entender, primariamente, o seu negócio básico, a INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA. Sim, porque de forma análoga às empresas comerciais, as instituições financeiras são intermediários. A diferença básica é que, enquanto as empresas comerciais fazem intermediação de mercadorias, as instituições financeiras fazem intermediação de disponibilidade de recursos financeiros. Por basearem seu negócio na intermediação financeira, as instituições financeiras também são chamadas de INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS.



As INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS têm um papel fundamental no MERCADO FINANCEIRO. Mas o que é intermediação financeira e por que o mercado financeiro demanda a existência dos intermediários financeiros? A resposta a essas perguntas vem do entendimento dos principais conceitos e da dinâmica do mercado financeiro.

Em qualquer economia, os agentes podem encontrar-se em duas situações distintas, no que tange à disponibilidade de recursos financeiros em um determinado momento. Esqueçamos, por enquanto, as instituições financeiras:



(a) AGENTES ECONÔMICOS SUPERAVITÁRIOS (também chamados de APLICADORES, INVESTIDORES ou, mais vulgarmente, DOADORES): São agentes econômicos que, em dado momento, possuem recursos financeiros disponíveis e disposição para aplicar tais recursos por um determinado prazo, auferindo renda por essa aplicação. Podem encontrar-se nessa situação entidades como FAMÍLIAS, EMPRESAS ou GOVERNOS. Tradicionalmente, uma classe especial de investidores é referida na literatura, os chamados INVESTIDORES INSTITUCIONAIS. São assim chamados quaisquer entidades que, por característica inerente à sua principal atividade, agreguem grande quantidade de recursos financeiros (poupança), os quais são carreados para o mercado financeiro. Exemplos típicos são as entidades de previdência privada (conhecidas como fundos de pensão). Também são exemplos dessa classe, os fundos de investimento, as companhias seguradoras e as companhias de capitalização.