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21 de novembro de 2012

Tópicos Contemporâneos em Contabilidade



por Ms. Maria Alice Porto


A CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA DE
CONTROLE

Neste conteúdo serão estudados os aspectos na contabilidade recente no Brasil, desde a década de 1970 até os dias atuais.  Serão vistas as mudanças trazidas pelas Leis nº 11.638/2007 e nº 11.941/2009 para a contabilidade brasileira contemporânea. Ao término da leitura, você compreenderá a importância da informação contábil e conhecerá os usuários das informações contábeis.

1.1 ASPECTOS NA CONTABILIDADE RECENTE NO BRASIL – DÉCADA DE 1970 ATÉ OS DIAS ATUAIS

1.1.1 Década de 1970
A história recente da Contabilidade no Brasil se origina da década de 1970, depois da implementação de leis específicas para a  reforma bancária bem como para o fortalecimento do mercado de capitais. Conforme Porto (2003), durante muito tempo, no Brasil, a contabilidade foi direcionada apenas para o cumprimento às normas legais.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, até meados da década de 1970, a economia mundial, foi marcada por um crescimento histórico, nunca visto antes.
Este período tem por característica, forte intervenção do Estado na economia, de maneira a provê-la quaisquer que fossem suas dificuldades, desempenhando, deste modo, o papel de Estado provedor das relações sociais (PORTO, 2003). 
Conforme a autora, o Modelo Keynesiano, instituído após a Segunda Guerra Mundial, para recuperar a economia, era denominado “Estado do Bem Estar Social” no primeiro mundo e “Estado Desenvolvimentista” na  América Latina, - dado seu caráter de fomentador do desenvolvimento econômico  -, funcionava como planejador e interventor na economia, incentivando  investimentos públicos, de maneira a garantir o pleno emprego e corrigir as distorções do mercado.

31 de outubro de 2012

Contabilidade mental e mudanças em preços: um estudo experimental Mental accounting and changes in prices: an experimental study


por Prof. Marcos Gonçalves Ávila, 
Ms. Rachael Botelho Figueiredo, 
Prof. Dr. José Márcio de Castro


Neste trabalho testaram-se, por meio de um experimento, hipóteses relativas à operação dos princípios de contabilidade mental no contexto de informações comparativas de preços. Os resultados do experimento mostram que a inclusão de preço de referência nas informações comparativas de preços e a maneira de apresentar os ganhos e as perdas em relação ao preço de referência – de forma absoluta (em reais) ou de forma relativa (percentuais) - podem influenciar percepções. Os resultados sugerem ainda que consumidores de baixa escolaridade são especialmente suscetíveis aos efeitos de diferentes maneiras de apresentar informações de preço.

Fonte: http://periodicos.pucminas.br/index.php/economiaegestao/article/download/P.1984-6606.2009v9n21p54/902

13 de outubro de 2012

Ciências Contábeis: Uma Ciência Social ou Aplicada?


por Jose Lindenberg Julião Xavier Filho




A evolução do conhecimento contábil esbarra em questionamentos quanto a sua classificação enquanto ciência, muitos estudiosos classificam na como uma prática, outros como uma arte, não sendo unânime o entendimento da característica intrínseca como ciência.
Neste sentido, defendemos que a origem do pensamento contábil e seu desenvolvimento primitivo podem promover um adequado arcabouço teórico e prático que nos permite classifica-la como ciência, indo além, ligando a contabilidade a sua função social, função que catalisou seu surgimento.
Identificando seu provável surgimento e expondo hipóteses que validam sua finalidade, canalizamo-nos para a definição do conceito da ciência contábil, sua complexidade, seu aspecto amplo e sua relação fundamental com os anseios sociais, permeando as escolas do pensamento contábil, definindo seu objeto de estudo e seus objetivos, chegando à conclusão que ela está inserida no campo das ciências sociais, precisamente faz parte das ciências sociais aplicadas, formando, juntamente com a Administração e a Economia, o grupo das ciências gerenciais.



Fonte: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/98B9FC7904AB3A1D832572C3001858D3/$File/Ci%C3%AAncia%20Cont%C3%A1bil%20como%20uma%20Ci%C3%AAncia%20Social%20Aplicada.pdf

7 de outubro de 2012

Resumo Básico de Contabilidade Básica



por Alexandre José Granzotto


RESUMÃO - CONTABILIDADE BÁSICA
1. ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE

Conceitos è
Contabilidade: é um instrumento da função administrativa que tem por finalidade controlar o patrimônio, apurar o resultado e prestar informações sobre o patrimônio das empresas.
Patrimônio: é o conjunto de elementos necessários à existência de uma entidade (empresa), ou seja, é o conjunto de bens, direitos e obrigações Objeto da Contabilidade: é o patrimônio das empresas (entidades)
Aziendas: entidades econômico-administrativas (pessoas físicas ou jurídicas) que para atingirem seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo que pratique atos de natureza econômica necessários a seus fins. Os elementos constitutivos das aziendas são: pessoas e bens.
Campo de Aplicação da Contabilidade: as Aziendas Empresa ou Entidade: é qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio. Resulta da combinação de 3 fatores de produção: Natureza, Capital e Trabalho.
Gestão: é o conjunto de eventos ocorridos na entidade, consentidos ou não pela administração.
· Gestão de natureza técnica: realiza o objetivo social da entidade, como a produção de bens e serviços.;
· Gestão de natureza administrativa procura orientar a utilização dos recursos humanos disponíveis em busca dos objetivos sociais da entidade;
Rédito: é o resultado da atividade econômica que provoca variação patrimonial (lucro  u
prejuízo)
Regime de Caixa: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre os recebimentos e os pagamentos no decorrer do período administrativo. É o regime utilizado pelas entidades sem fins lucrativos.
Regime de Competência: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre as receitas e as despesas incorridas durante o exercício social. É o regime utilizado pelas entidades com fins lucrativos.


Fonte:  http://www.wcanal.com.br/npdf/abc.pdf

8 de setembro de 2012

Introdução à Contabilidade


por Dr. Paulo Schmidt

1.CONTABILIDADE: A ORIGEM DA NECESSIDADE INFORMACIONAL

A Contabilidade tem vivido nos últimos anos uma revolução em termos de sua história,
visto que recentes trabalhos arqueológicos encontraram vestígios da utilização de sistemas contábeis na pré-história, durante o período Mesolítico.

O período pré-histórico Mesolítico foi compreendido entre 10.000 e 5.000 a.C. e foi marcado pelo aquecimento do clima da Terra pondo fim ao período glacial. Sua caracterização como período pré-histórico deve-se ao fato de situar-se antes do aparecimento da escrita. Fato que marcou o fim da pré-história.

Esta mudança no clima da Terra favoreceu o aparecimento das primeiras grandes comunidades junto às terras baixas do Oriente Próximo, especialmente onde abundantes nascentes tornavam estas áreas privilegiadas para o cultivo agrícola e para criação de animais.

Em sítios arqueológicos do Oriente Próximo foram encontrados materiais utilizados por civilizações pré-históricas que caracterizaram um sistema contábil utilizado entre 8.000 e 3.000 a.C., constituído de pequenas fichas de barro. Estas escavações revelaram fatos magnânimes para a Contabilidade, colocando-a como a mola propulsora da criação da escrita e da contagem abstrata.


Fonte:

16 de agosto de 2012

Identificação do Perfil Profissiográfico do Profissional de Contabilidade requerido pelas Empresas através das Ofertas de Empregos na Região Metropolitana de São Paulo



por  Paulo Cézar Guimarães

Esta pesquisa objetivou identificar e acompanhar o perfil profissiográfico exigido pelo mercado de trabalho para profissionais de Contabilidade na Grande São Paulo, expresso em ofertas de emprego em jornais de grande circulação na região;
Os resultados obtidos se referem ao período de março de 2004 a junho de 2005, e são parte de um projeto de pesquisa financiada pela FAPESP – Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo. Foi elaborado, testado e usado um instrumento de pesquisa, que permitiu tabular os anúncios pesquisados, em três níveis hierárquicos e oito grupos de conhecimentos, definidos para a pesquisa.
Foram obtidos e analisados 4.107 anúncios de ofertas de emprego, publicados no “O Estado de São Paulo”, “Folha de São Paulo” e “Gazeta Mercantil”. No tratamento dos dados, usou-se o Chi-Quadrado para teste de hipótese, além da análise exploratória e estatística descritiva, com a elaboração de tabelas de dupla entrada. Em 36,3% doa anúncios obtidos verificou-se a ausência de requisitos profissionais.
Os resultados obtidos confirmaram a hipótese de que as ofertas de empregos permitem identificar e diferenciar o perfil profissiográfico para os níveis hierárquicos definidos na pesquisa. Dentre os grupos do conhecimento, a experiência profissional destacou nos três níveis hierárquicos.
A pesquisa revelou, para os três níveis hierárquicos, uma demanda por contadores com perfil mais empresarial do que técnico contábil. As demais informações obtidas com a pesquisa poderão ser usadas pelos profissionais de Contabilidade, estudantes, instituições de ensino superior e órgãos da classe da profissão contábil.



Fonte: http://200.169.97.105/biblioteca/imagens/000004/0000047B.pdf

12 de agosto de 2012

Elementos sobre a Doutrina Científica do Neopatrimonialismo Contábil


por Luiz Fernando Coelho da Rocha

O Neopatrimonialismo é a maior e a mais avançada corrente científico-filosófica da Contabilidade contemporânea e nesta síntese estão espelhadas as bases da mesma, inclusive com referências ao curso histórico.
Os constructos lógicos, axiomas, teoremas, são aqui apenas mencionados em referências sumarizadas, a fim de produzir uma visão global dessa doutrina que hoje possui milhares de adeptos e uma literatura vigorosa.

9 de agosto de 2012

História (Breve) do Centro de Estudos de História da Contabilidade da APOTEC



por Joaquim Fernando da Cunha Guimarães

O Centro de Estudos de História da Contabilidade (CEHC) da Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade (APOTEC), constituído em 1 de Junho de 1996, é a única estrutura associativa portuguesa organizada com o objectivo de estudar a História da Contabilidade.
O facto de integrarmos o CEHC desde a data da sua criação tem constituído um incentivo para desenvolvermos estudos e artigos sobre a História da Contabilidade, que, recentemente, compilámos no nosso quarto livro intitulado “HISTÓRIA DA CONTABILIDADE EM PORTUGAL – REFLEXÕES E HOMENAGENS” (Ed. Áreas Editora, Janeiro de 2005)2.
Neste artigo pretendemos efectuar uma breve descrição histórica do CEHC, referindo algumas das actividades mais importantes realizadas ao longo destes nove anos, das quais destacamos a organização de realizações científicas, com especial relevo para a I Jornada de História da Contabilidade, a publicação do Boletim Informativo e o lançamento anual do “Prémio História da Contabilidade - Martim Noel Monteiro”.

23 de julho de 2012

Contabilidade: Histório e Tendências Universais


por Marcelo dos Santos Scarpinelli,
Prof. Khristóferson da Paz Teixeira

Em virtude da grande importância que se apresenta a contabilidade, nos termos estruturais de suas metodologias e diretrizes, tratada como fonte de informação e aliada ao desenvolvimento do contador nas empresas, são de fundamental importância às análises e estudos do contexto histórico de sua utilização e a evolução de seus métodos praticados, proporcionando assim, uma visão abrangente das fases percorridas e objetivos alcançados.
Com o decorrer dos tempos, a contabilidade se mostrou muito eficiente e de fácil adaptação entre diversos seguimentos enquadrados na política econômica do país, assumindo responsabilidades primordiais na gestão contábil e empresarial das sociedades. Devido a esses processos de adaptação e estruturação, a contabilidade criou mecanismos próprios e bastante difundidos em relação a maneira de planejar os  acontecimentos, surgindo assim um pensamento ético e direcionado ao futuro.
 Ainda que as técnicas contábeis se apresentam de maneira clara e objetiva no uso das atividades contábeis, estão em pleno desenvolvimento, sendo dimensionadas às necessidades e anseios de seus usuários. De acordo com essa visão globalizada e evolutiva, surgem inúmeras expectativas com relação às constantes inovações e técnicas mais adequadas para o uso das atividades contábeis e suas extensões.

21 de julho de 2012

Evolução Histórica da Contabilidade e dos Sistemas de Gestão de Custos



por Msc. Ewerson Moraes da Silva,
Msc. Myriam Becho Mota

Desde os primórdios da humanidade, há aproximadamente 3 mil anos, que a utilização do dinheiro tem promovido transformações na maneira como os produtos são distribuídos e na maneira como a sociedade civil se subsidia. De acordo com o antropólogo cultural Jack Watherford (1999), no mundo já ocorreram três grandes mutações do dinheiro que ele denominou de gerações.
A primeira geração começou com a invenção das moedas na Lídia há aproximadamente 3 mil anos e resultou no primeiro sistema de mercados abertos e livres. A invenção e disseminação das moedas e o mercado que as acompanharam criaram um sistema cultural totalmente novo – as civilizações clássicas do Mediterrâneo.
A segunda geração do dinheiro dominou desde o início da Renascença até a revolução industrial e resultou na criação do moderno sistema capitalista mundial.
[...] Agora, no início do século XXI, o mundo está entrando na terceira etapa de sua história monetária – a era do dinheiro eletrônico e da economia virtual (WATERFORD, 1999, p.12-13 ).
A moeda criou culturas singulares no mundo ocidental durante a Baixa Idade Média e a Modernidade. Analisando o período medievo, podemos inferir que, embora a vida econômica da Idade Média se baseasse principalmente na produção agrícola de subsistência, não faltaram, nesse período, habilidade técnica, economia de mercado e produção de excedentes. Isso quer dizer que o sistema feudal não se mostrou incompatível com o comércio e a indústria1. Ao contrário, desde os primórdios do período medieval, comerciantes e artesãos asseguraram, ainda que em bases precárias, a produção e a circulação de bens entre os domínios senhoriais. Essas pessoas habitavam os burgos, lugares fortificados que impulsionaram a retomada da vida urbana. O estilo de vida dos burgueses mostrava-se bem diferente daquele que ocorria dentro dos feudos, e suas atividades estariam entre os fatores responsáveis pela destruição do próprio sistema feudal.
Em meados do século XIII, as transformações oriundas da maneira de distribuir os produtos e da maneira de como a sociedade civil se subsidiava fez com que surgisse um sistema bancário e de escrituração contábil que são utilizados até hoje. Tais atividades tiveram início com os Cavaleiros da Ordem dos Templários.
Por volta do século XI, era a Ordem dos Templários (Ordem Militar dos Cavaleiros do Templo de Salomão) que administra a maior corporação bancária internacional. Suas propriedades, verdadeiras fortificações, foram transformadas em locais ideais para depositar dinheiro e bens de valor. Além disso, os Templários garantiam transporte seguro para objetos de valor por longas distâncias, efetuavam o câmbio, administravam fundos e concediam empréstimos aos reis.
A ordem ficou rica e se expandiu. Tal fato acabou concorrendo para a sua destruição, uma vez que a cobiça pelo negócio e capital acumulado, fez com que o rei Felipe IV da França, Felipe O Belo, iniciasse um período de perseguição aos cavaleiros até que estes fossem queimados em praça pública.