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31 de maio de 2011

Contabilidade Comercial - Apostila II



por: Prof. José Marcos Paula Theodoro


O balanço Patrimonial é constituído de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. O Ativo, por sua vez, compõe-se de Bens e Direitos aplicados na Entidade Contábil. O Passivo e o Patrimônio Líquido registram todas as entradas (origens) de recursos na empresa.



Se demonstrássemos um Balanço Patrimonial cujo Ativo fosse um “amontoado de contas de Bens e Direitos” (de forma heterogênea), teríamos dificuldades em ler, interpretar e analisar o Balanço Patrimonial. Por isso, é importante apresentar o Balanço agrupando-se as contas de mesma características, isto é, separando grupos de contas homogêneas entre si. Por exemplo, poderíamos agrupar as contas Caixa e Bancos (depósito que a empresa tem nos Bancos), em um único grupo denominado Disponível (dinheiro à disposição da Entidade).



Para facilitar a interpretação e análise do Balanço existe uma preocupação constante em estabelecer uma adequada distribuição de contas em grupos homogêneos. A Lei das Sociedades por Ações dispõe uma estrutura de contas nacionalmente aceita (inclusive por outros tipos de sociedades).


Fonte: 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAKwkAL/apostila-contabilidade-comercial-ii#

24 de maio de 2011

Contabilidade Comercial - Apositla I


por: Prof. José Marcos Paula Theodoro

A Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio da empresa.

A principal finalidade da Contabilidade é fornecer informações sobre o Patrimônio, informações essas de ordem econômica e financeira, que facilitam assim as tomadas de decisões, tanto por parte dos administradores ou proprietários, como também por parte daqueles que pretendem investir na empresa.

Para fornecer tais informações, a Contabilidade precisa registrar a movimentação do Patrimônio.

Registrar de que maneira?

Suponha que você seja o contador de uma empresa. Você vai iniciar a contabilização dessa empresa.

E agora? Por onde começar?

Responderemos que o primeiro passo é a escrituração.

A escrituração é uma das técnicas da Contabilidade que consiste em registrar, nos livros próprios, os fatos que provocam modificações no Patrimônio da empresa.

A escrituração começa pelo livro Diário, no qual todos os registros são efetuados mediante documentos que comprovem a ocorrência do fato. Os documentos mais comuns são: Notas Fiscais, Recibos de Aluguéis, Contas de Água, Contas de Luz e Duplicatas.

Veja um exemplo:

Ocorreu na empresa o seguinte fato: venda de uma máquina de escrever.

Para comprovar essa venda foi extraída uma Nota Fiscal. Mediante essa Nota Fiscal, o contador providenciará o registro do fato (venda da máquina) no livro Diário. Inicia-se aí o processo da contabilização.



Fonte: 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAKwgAH/apostila-contabilidade-comercial-i#

3 de maio de 2011

Contabilidade Comercial (Apostila)



por: Prof. Antônio das Graças Alves Ferreira

1.1. CONCEITO. ORIGEM E EVOLUÇÃO DO COMERCIO COMERCIO: 
Entende-se por comércio a troca de mercadorias por dinheiro ou de uma mercadoria por outra. 

A atividade comercial é inerente à natureza e às necessidades humanas, pois todos temos necessidades e, se não existisse moeda, trocaríamos bens que temos em excesso por (outros que não possuímos (escambo). 

A atividade comercial é das mais importantes por permitir colocar à disposição dos consumidores, em mercados física ou economicamente delimitados grande variedade de bens e serviços, necessários à satisfação das necessidades humanas. Neste sentido, diz-se, também, que o comerciante é a pessoas física ou jurídica que aproxima vendedores e compradores, levando-os a completar uma operação comercial, ou seja. a troca de mercadorias por dinheiro ou por outras mercadorias.


ORIGENS HISTÓRICAS DO COMÉRCIO

São remotas as origens do Comércio. Na antiguidade, os fenícios, provavelmente, foram o povo que mais se notabilizou na atividade comercial. Várias causas e fatores contribuíram para tal, algumas inclusive de natureza geográfica. A Fenícia dispunha de pouca terra para o desenvolvimento de uma agricultura de grande qualidade. 

Assim, teve de voltai-se ã atividade comercial, construindo frota que realizava atividades comerciais com o Ocidente, bem como. por terra, com o Oriente. Além dos fenícios, foram muitos os povos da Antiguidade que exerceram com esmero a atividade comercial, como os gregos e mesmo os romanos. Mais recentemente, entre os séculos XII e XVI, vários países independentes e republicas européias desenvolveram intensa atividade comercial. 

Destacam-se Veneza, com seu interesse principalmente voltado para o Oriente, e Portugal bem como outros países de tradição de descobertas e de navegação. Por vocação, por necessidade e como conseqüência de suas descobertas, acabaram desenvolvendo sua atividade comercial em níveis acima da média.



Fonte: 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAArBEAF/apostila-contabilidade-comercial#

26 de abril de 2011

Introdução à Contabilidade Comercial



por Prof. José Carlos Marion.

Sociedade é o acordo consensual em que duas ou mais pessoas se obrigam a conjugar esforços ou recursos para a consecução de um fim comum.
Pessoa, no seu conceito jurídico, é todo ente capaz de direitos e obrigações. As pessoas podem ser físicas ou jurídicas.

Pessoa física é a pessoa natural, é todo ser humano, é todo indivíduo (sem qualquer exceção). A existência da pessoa física termina com a morte.

Pessoa jurídica é a união de duas ou mais pessoas, capazes de possuir e exercitar direitos e de contrair obrigações, independentemente das pessoas físicas através das quais agem. Portanto, é uma nova pessoa, com personalidade distinta da de seus membros.
As sociedades podem ser classificadas:
·         sociedades civis
·         sociedades comerciais




Fonte: http://www.marion.pro.br/portal/modules/wfdownloads/uploads/trcontcomercial.zip

12 de abril de 2011

A Metafísica da Contabilidade Comercial e a História das Aulas de Comércio



por: Alvaro Ricardino
Doutor em Controladoria e Contabilidade da FEA/USP
Professor e Pesquisador da FUCAPE – Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em
Contabilidade, Economia e Finanças




Este trabalho se propõe a preencher uma pequena lacuna da história da contabilidade  brasileira relativa a criação, implementação e desenvolvimento das Aulas de Comércio  em Lisboa, Rio de Janeiro e, mais especificamente, no Maranhão, no início do século XIX.

Pretende, também, apresentar ao público, principalmente àqueles localizados nos estados do sul, um escritor maranhense, lente da Aula de Comércio, que, em 1834, escreveu e publicou um dos primeiros livros sobre contabilidade na história do Brasil, cujo conteúdo será resumidamente comentado.

Por último, deseja chamar a atenção para o amplo desconhecimento dos aspectos históricos que envolvem nossa contabilidade. Utilizando alguns textos, com objetivos meramente exemplificativos, o autor se propõe demonstrar como o desconhecimento e,  principalmente, a falta de embasamento científico, levam à público informações incompletas ou, eventualmente, errôneas.

Um dos inúmeros aspectos que permanecem desconhecidos a respeito do desenvolvimento histórico da contabilidade brasileira diz respeito aos momentos iniciais do ensino da disciplina em nosso país. As poucas informações disponíveis a este respeito procedem de citações esparsas, apoiadas em textos legais ou extraídas de trabalhos diversos, num processo contínuo de “requentamento” da informação, muitas vezes equivocada. Dois exemplos desse minimalismo histórico são demonstrados a seguir.

O primeiro diz respeito ao ensino contábil. Segundo o autor, cujo nome se preferiu omitir, “os primeiros passos para o ensino da Contabilidade em nosso país foram dados no século passado. Em ordem cronológica foram:
·    1808 – Em 23 de fevereiro, criação da Cadeira de Economia Política, que, foi mais tarde denominada “Aula de Comércio”, pelo Decreto 456 de 6 de julho de 1846.
·    1810 – Criação da Academia Real Mineira.
·    1856 – Criação do Instituto Comercial do Rio de Janeiro por transformação da “Aula de Comércio”.

A julgar pelo tempo decorrido entre os três eventos - quase cinqüenta anos - ou não ocorreu nada neste país ou não conhecemos nada do que, de fato, ocorreu neste período, no que diz respeito à contabilidade.

O outro exemplo, agora direcionado à produção literária brasileira, pode ser extraído do seguinte texto:
“Dentro deste contexto puramente escritural da Contabilidade brasileira, Veridiano de Carvalho publicou o livro Manual Mercantil, em 1880, representando uma das primeiras e mais importantes colaborações para a divulgação e consolidação das partidas dobradas no Brasil.”

Embora o autor ressalve a sentença com a expressão “uma das primeiras”, é certo que outras publicações antecederam a esta e, fundamentalmente, o uso das partidas dobradas já estava implementado entre nós, desde a Inconfidência Mineira, em 1780. Sua consolidação se faria gradativamente, a começar pelo Édito Real de 28 de junho de 1808, onde D. João VI ordenava que a escrituração da Real fazenda Portuguesa se fizesse através de partidas dobradas, “por ser este o único método adotado pelas nações civilizadas”. No cinqüenta anos subseqüentes, as Aulas de Comércio se encarregariam de ensinar contabilidade aos estudantes brasileiros, inclusive pelo método das partidas dobradas. Anos mais tarde, em 22 de agosto de 1860, a Lei 1083 se encarregaria de sacramentar a utilização do método ao estabelecer os parâmetros para funcionamento das Sociedades Anônimas no Brasil. Em 03 de novembro daquele mesmo ano, o Decreto 2.679 regulamentaria a citada Lei e estabelecia padrões contábeis de publicações de balanços através das partidas dobradas. Estava editada a primeira Lei das Sociedades Anônimas no país.

Não é objetivo deste trabalho criticar este ou aquele autor. O que se tem em mente é chamar atenção para o quanto a contabilidade brasileira é órfã de suas origens e o quanto há de pesquisas a ser realizada neste campo. E as pesquisas a serem realizadas deveriam ser preferencialmente primária, como forma de resgatar a verdadeira história da contabilidade brasileira, e alertar para o risco de referenciar trabalhos, produzidos sem o correspondente arcabouço científico. Se houvesse ampla compreensão de que os dados do conhecimento científico requerem evidência adequada antes de poder ser aceitos, adverte SEGAN (1996, p. 20), não haveria espaço para a pseudociência.

Quando uma tese ou dissertação chega às prateleiras de uma biblioteca, passa a servir de fonte de consulta e referencial para estudantes e outros autores, posto que seu conteúdo é aceito como expressão científica da verdade. A referência da referência, que muitas vezes tem como origem material extraído de revistas ou outras fontes descompromissadas com a pesquisa científica, deveria ser cuidadosamente analisada, antes de ser levada à público.

Este trabalho, utilizando material de pesquisa primária e secundária, pretende preencher uma pequena lacuna relativa ao ensino e ao material didático utilizado nas Aulas de Comércio no início do século XIX, no Brasil, mais especificamente na cidade de São Luiz, no Maranhão.

Para melhor compreensão das circunstâncias que permeiam a introdução de tais Aulas, naquela cidade, em 1811, será produzido um breve preâmbulo das atividades econômicosociais relativa àquele período.


Fonte:
http://www.fucape.br/_admin/upload/prod_cientifica/prod_2001-45metafisica.pdf

22 de março de 2011

Contabilidade Comercial I


por  Rogéria Rodrigues Machado Araujo
Sheila Tonelli Westrupp Victoretti
 Universidade do Sul de Santa Catarina


O aperfeiçoamento da Contabilidade ocorreu com o desenvolvimento das atividades comerciais, quando se tornou necessária alguma forma de registro e acompanhamento dos eventos ocorridos nas empresas. Com o aumento das operações desenvolvidas pela comercialização de produtos – aspectos inseparavelmente ligados às empresas comerciais - exigiu-se cada vez mais da Contabilidade Comercial.

Acompanhe os questionamentos, refl ita sobre o que você já conhece e leia com toda atenção as novas informações referentes à Contabilidade Comercial.

Você sabe o que é Comércio?
Observe que a atividade comercial é inerente à natureza e às necessidades humanas, pois todos têm necessidades e, se não existisse moeda, trocaríamos os bens que temos em excesso por outros que não possuímos. A atividade comercial é das mais importantes, pois possibilita colocar à disposição dos consumidores, em mercados física ou economicamente delimitados, grande variedade de bens e serviços, pertinentes à satisfação das necessidades humanas.

Os mesmos autores (p. 27) afi rmam que comerciante é a pessoa física ou jurídica responsável pela aproximação entre vendedores e compradores, levando-os a completar uma operação comercial, trocando mercadorias por dinheiro ou por outras mercadorias.

O termo comércio vem de longa data. Quando os mercadores de Veneza implementaram o comércio como atividade profissional, na verdade já existia o comércio. Porém, até então, era efetuado sem a existência de uma moeda de troca, segundo o conceito que hoje conhecemos. Em alguns períodos, utilizaram-se algumas mercadorias como moeda. Por exemplo, o sal foi utilizado pelos povos fenícios como objeto de troca.

A palavra comércio tem origem do termo cumercium, uma expressão latina que se formou da preposição cum mais o substantivo merx, que resulta do termo mercancia, que significa comprar para vender (SOUZA, 2002, p. 23).



Fonte: http://busca.unisul.br/pdf/88822_Rogeria.pdf