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30 de outubro de 2012

Gestão de Custos em Organizações Hospitalares


por Katia Abbas


Com o crescimento dos gastos na área de saúde e as limitações impostas pelos tomadores de serviços hospitalares torna-se necessário a adoção de um sistema que forneça informações úteis. Os sistemas tradicionais já não mais atendem às características das empresas modernas, já não é mais possível distribuir os custos indiretos com base nas horas de mão-de-obra direta.
Conhecendo os verdadeiros custos dos serviços prestados, as empresas estarão em condições de cortar desperdícios, melhorar seus serviços, avaliar incentivos de qualidade e impulsionar para o melhoramento contínuo através do gerenciamento baseado em atividade (ABM).
Neste trabalho é abordada a importância de se abandonarem os sistemas tradicionais de contabilidade e passar-se a adotar o ABC (custeio baseado em atividades), que possibilita melhor e mais racional rastreamento dos custos indiretos, demonstrando quão importante representa uma administração profissional, no setor hospitalar, que possua uma visão dinâmica e futurista.
O design da pesquisa é do tipo exploratório, tendo como método o estudo de caso. O nível da análise é organizacional e as unidades pesquisadas são hospitais das cidades de
Florianópolis – SC e Maringá – PR nas quais, através de entrevistas, foi possível verificar a estrutura e o mecanismo dos sistemas de custos utilizados. A seguir, é desenvolvida uma metodologia (pesquisa-ação) de aplicação do método Custeio Baseado em Atividades (ABC) no Setor de Processamento de Roupas do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina.


Fonte: http://www.gea.org.br/scf/ABC%20para%20hospitais.pdf

8 de maio de 2012

Controle de gestão: Caso de Lavanderia Hospitalar



por Carlos Alberto Serra Negra,
Elizabete Marinho Serra Negra,
Marco Antonio Amaral Pires,
Nourival de Souza Resende Filho,
Walmir Moreira Lage

Os objetivos deste trabalho foram desenvolver e apresentar a apuração de custo seqüência de uma lavanderia hospitalar, utilizando-se como metodologia a pesquisa empírica focando um estudo de caso, além de identificar possibilidades de ociosidade da produção em busca de novos negócios, recorrendo-se às bases conceituais e estruturais do plano-seqüência, identificando e reconhecendo todos os eventos incorridos no processo.
Os estudos e pesquisas de campo foram realizados em uma unidade de lavanderia de hospital geral de atendimento ao SUS, convênios e particulares.
A aplicação do plano-seqüência para definição de custos trouxe inúmeros resultados, destacando-se as análises de processos, dos recursos, dos insumos, do comportamento dos custos e das disponibilidades de processos.
Estes resultados levaram ao aprimoramento dos procedimentos realiza\dos dentro da lavanderia hospitalar e permitiram à gestão da unidade e administração  hospitalar a redução de fluxos, maximização de processos e redução de custos, chegando a ponto de viabilizar o uso das disponibilidades e ociosidade para novos negócios.




28 de janeiro de 2012

O Impacto do Reconhecimento e Contabilização das obrigações Legais nas Demonnstrações Contábeis das Cooperativas Médicas


por Flávio Fernandes Machado

     No mercado de saúde suplementar, o segmento das Cooperativas Médicas, chamadas Unimeds, é responsável por algo em torno de 35% do total da receita bruta do mercado, 27% do número de consumidores e 20% do número total de operadoras, com base no segundo trimestre de 2009. No entanto, nesse segmento, foi detectado um problema de não contabilização das Obrigações Legais, o que gerou um passivo oculto de alto valor.
     Na tentativa de sanar este problema, a ANS editou a IN/DIOPE no 20/2008, com o objetivo de permitir àquelas Cooperativas registrar no ativo realizável a longo prazo a contrapartida do valor contábil das Obrigações Legais registradas no passivo exigível a longo prazo, desde que fossem transferidas para seus cooperados a responsabilidade pelo pagamento dessas obrigações, com acordo realizado em assembléia geral.
     O presente trabalho, portanto, explora as ações regulatórias, apresentando a contextualização do mercado de saúde suplementar, a questão tributária das cooperativas, os critérios de seleção da amostra e os impactos da adoção da IN/DIOPE no 20/2008, verificando o reflexo das mudanças nas demonstrações contábeis das cooperativas.
     Os resultados mostraram que, dentre as maiores Cooperativas Médicas por receita bruta, 60% adotou o previsto na norma, produzindo o registro de mais de R$ 2 bilhões em tributos contabilizados, mas que ainda falta uma boa parte desse segmento, o que acarretaria uma necessidade de maior rigor na aplicação da legislação.





Fonte: http://www.ibmecrj.br/sub/RJ/files/dissert_mestrado/ADM_flaviomachado_jun10.pdf



3 de abril de 2011

Custo Hospitalar: Uma reflexão sobre Implatação e Necessidades



por: Carlos Alberto Serra Negra.
Elizabete Marinho Serra Negra

A contabilidade de custo surgiu junto com a revolução industrial, como tentativa de se elaborar um inventário disponível em um determinado período operacional, onde procurava-se identificar o valor dos produtos fabricados e vendidos. Todavia naquela época as empresas apresentavam processos de produção muito semelhante aos rocessos artesanais, e compunham, sua matriz de custos, basicamente com matérias primas e mão-de-obra, que eram sem dúvida os mais relevantes (Martins,1990).

Desde a Revolução Industrial, a contabilidade de custo sofreu uma evolução considerável, devido a necessidade de realinhamento de seus objetivos e no atendimento aos gestores de informações mais confiáveis e rápidas.

À partir da 1ª Guerra Mundial, com o incremento do processo produtivo, conseqüente  aumento da concorrência entre empresas e a escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das empresas. Neste sentido as informação de custos, desde que devidamente apresentados em relatórios, seriam um grande subsídio para o controle e planejamento empresarial. Diante de tal fato, a contabilidade de custos tornou-se, devido a grande gama de informações que a compõem, um grande sistema de informações gerenciais (Kaplan & Johson, 1993).



Fonte: http://www.enap.gov.br/downloads/ec43ea4fUFAM-JosArimExer1.pdf