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20 de outubro de 2012

A Utilização das Informações Geradas pelo Sistema de Informação Contábil como Subsídio aos Processos Administrativos nas Pequenas Empresas



por Ms. Antonio Gonçalves de Oliveira, 
Ms. Aderbal Nicolas Müller, 
Dr. Wilson Toshiro Nakamura



O artigo versa sobre o uso do sistema de informação contábil aplicado à administração das pequenas empresas.
Procura-se verificar como essas empresas se utilizam das informações fornecidas de forma sistêmica pela contabilidade, buscando-se apreender sobre a intensidade de tal aplicação, o estilo de administração predominante nessas empresas e como este influencia no grau de utilização de tais informações como ferramenta subsidiadora à tomada de decisões.



Fonte:  
http://www.ufpe.br/conpe/download/arquivos/20071218160222_a_utilizacao_das_inf_contabeis_como_subsidio_aos_processos_adm_nas_PEs.pdf

6 de julho de 2012

Os Caminhos percorridos pela Ciência Contábil e os Desafios contemporâneos da Controladoria


por: Marinês Ribas,
Eliana Ribas Maciel
Martinho Luís Kelm

O presente artigo é fruto de uma revisão bibliográfica realizada para uma dissertação de mestrado na área da Controladoria. Os procedimentos metodológicos envolveram uma revisão bibliográfica dos autores brasileiros e estrangeiros que abordam as temáticas relacionadas à Ciência Contábil.
Os fundamentos conceituais foram sistematizados a fim de construir uma revisão teórica da Ciência Contábil que pudesse dar suporte a um estudo de caso que analisou as dimensões da Controladoria em uma organização.
Esta revisão bibliográfica compõe-se de uma síntese da trajetória histórica do pensamento Contábil, dos fins gerenciais da Contabilidade, da controladoria como uma dimensão da Ciência Contábil e dos desafios contemporâneos da Controladoria.
Os resultados apontam que, a integração da instrumentalidade da Controladoria à substantividade da gestão das organizações, tende a propiciar uma outra representação da realidade organizacional, em que as informações dos demonstrativos contábeis podem assumir dimensões mais substantivas que se adaptam às mudanças imprimidas na gestão organizacional.
E demonstra que, as inovações nas Ciências Contábeis, como em outras áreas do conhecimento humano, acontecem em conseqüência ou resposta às necessidades de informações e progressos nos estudos científicos, bem como às mudanças no ambiente das organizações.

26 de junho de 2012

Controle Interno em Empresas de Médio e Pequeno Porte: Impotância de sua Implantação



por Leila de Almeida Coqueiro

Tendo em vista os riscos em que as empresas ficam suscetíveis no mundo dos negócios, aos escândalos de fraudes em grandes corporações, existem também os riscos relacionados às questões operacionais. Onde a administração de certa forma detém maiores controles sobre suas atividades e gestão.
O presente artigo tem por finalidade demonstrar que as atividades da companhia, estão sujeitas a situações adversas, ora previsíveis, ora controláveis. E como as implantações de sistemas de controles internos em seus fluxos operacionais, garantem uma margem de segurança capaz de evitar erros e fraudes que possam dar prejuízos futuros, e até mesmo detectá-los antes da sua ocorrência.
A intenção é de abrir precedentes da gama de controles que são viáveis para as empresas, nas áreas mais comuns em todas elas. E alertar da importância dos controles internos no processo de gestão, independentemente do ramo, do porte e da complexidade das atividades das organizações.

 Fonte:
http://www.cpgls.ucg.br/ArquivosUpload/1/File/CPGLS/IV%20MOSTRA/NEGCIO/Controle%20interno%20em%20empresas%20de%20mdio.pdf

25 de maio de 2012

Controladoria no Brasil: Um Estudo a Partir da Perspectiva dos Pesquisadores Brasileiros



por César Valentim de Oliveira Carvalho Júnior, 
Dr. Joseilton Silveira da Rocha

Este estudo busca mapear a definição dada à Controladoria por pesquisadores brasileiros junto às pesquisas no Brasil. Para a operacionalização desta pesquisa, a coleta de dados envolveu a obtenção de 36 artigos publicados em: anais dos Encontros Anuais da Associação  Nacional dos Programas de Pós-graduação em Administração e Contabilidade (Enanpad), do ano de 1998 a 2007; anais do Congresso ANPCONT, promovido pela Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Ciências Contábeis (2007); anais do Congresso USP de Controladoria e Contabilidade (2005-2007); além da Revista de Contabilidade e Finanças da USP. A análise dos dados coletados compreende a análise qualitativa dos artigos para a classificação destes entre os que definem Controladoria como:
(a) Função;
(b) Órgão administrativo; e
(b) como um Ramo do conhecimento humano.
Seguido da análise quantitativa, onde foi observado o volume e a proporção na qual cada definição é destacada por pesquisadores brasileiros. Após a análise dos resultados obtidos, pôde ser inferido que os pesquisadores brasileiros definem Controladoria como órgão administrativo.

Fonte: 

13 de março de 2012

Da Contabilidade à Controladoria - A Evolução Necessária


por Prof. Dr. Nilton Cano Martin


Não pode haver ciência sem um modelo adequado de percepção e representação da realidade.
Neste início do século XXI, já se tornou óbvio que no ambiente moderno dos negócios uma contabilidade gerencial, que tenha por base um modelo exclusivamente financeiro, não mais consegue propiciar as informações necessárias para dar apoio à gestão das empresas nas suas mais importantes decisões.
Para manter a sua relevância decisorial, o modelo contábil financeiro precisa ser estendido e flexibilizado, incorporando e integrando novas dimensões e novos instrumentos de pesquisa e avaliação.
Esta profunda Transformação da gerencial, que levaria à moderna Controladoria, se faz integrando ao seu modelo explicativo básico, que é de natureza contábil, a identificação
e a avaliação de variáveis, que têm elevado impacto sobre os resultados das empresas, tais como o valor dos produtos, os fatores ambientais setoriais e sistêmicos, os processos de trabalho e os recursos tangíveis e intangíveis mobilizados.
Essas novas dimensões da Controladoria, quando associadas ao modelo contábil-financeiro, formam um quadro geral de avaliação do desempenho, que não apenas tem poder explicativo sobre o estado atual da empresa, mas também permite projeções e simulações de cenários futuros, dando lugar à exploração de oportunidades e à proteção ou hedge contra riscos, ambas de vital interesse para os stakeholders de qualquer empresa.
Ao final, procura-se demonstrar quais são as novas posturas, atitudes e percepções que, ao lado de novas técnicas e instrumentos de trabalho, devem ser adotados por um contador para se transformar num moderno Controller.

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rcf/v13n28/v13n28a01.pdf

18 de fevereiro de 2012

Contabilidade e a Gestão Empresarial - A Controladoria



por Profª. Ms. Sandra Figueiredo


O novo entorno econômico globalizador, vivido atualmente no mundo, tem introduzido profundas mudanças no ambiente econômico internacional, provocando um novo arranjo na Economia Mundial, que tende a um processo de globalização, caracterizado basicamente pela união de países em torno de uma proposta comum de intercâmbio comercial através da queda de barreira tarifárias cambiais e de outras condições de livre comércio.

Como desdobramentos dessas mudanças, emergiram os blocos econômicos: NAFTA, MERCOSUL, Países Asiáticos e a Comunidade Econômica Européia. Todo esse processo impacta tanto o contexto externo das relações contratuais das organizações, como o ambiente interno das empresas, criando assim a demanda por melhores práticas de gestão.

Quer queiramos ou não, os movimentos sociais exigirão futuramente um posicionamento das empresas onde elas serão cobradas em seu papel social, principalmente em relação a seu desempenho, sendo assim, a otimização do uso dos recursos disponíveis é preocupação primeira dos gerenciadores das organizações.

O objetivo de um negócio privado, em uma economia competitiva, é obter o maior lucro
possível desde que este não seja inconsistente com o crescimento de longo prazo da companhia e, com os padrões éticos da sociedade.

Num sentido específico, uma empresa é uma instituição econômica criada unicamente para prover a sociedade dos produtos e serviços necessários ou desejados, compatíveis com as atitudes sociais das nações e da humanidade. Aos olhos dos consumidores não existe nenhuma razão para a existência de um negócio, exceto pelo serviço que é prestado ou pelo produto que é oferecido, se esse objetivo não é alcançado, a tendência é de que a organização desapareça.

Naturalmente, existem outros objetivos colaterais que possuem implicações sociais, por exemplo, oferecer emprego e boas condições de trabalho aos empregados, atender às aspirações por melhores remunerações, crescimento e reconhecimento profissional, pagar impostos ao governo para que os programas sociais possam ser desenvolvidos. Estes objetivos só poderão ser viabilizados se o primeiro deles, o lucro, for alcançado.

A Contabilidade moderna tem se caracterizado como uma das ferramentas mais úteis aos administradores na otimização do processo de tomada de decisão. Pois, como um sistema de informação e mensuração de eventos que afetam a tomada de decisão possibilita que, partindo do conhecimento de fatos passados, procedimentos futuros sejam delineados de forma que esta otimização seja, senão alcançada totalmente, buscada com maior segurança.

 Fonte: 

29 de dezembro de 2011

Sistema de Gestão Econômica GECON - Como uma efetiva resposta para a área de Controladoria



por José Luiz Nunes Fernandes


Não temos dúvidas de que um dos desafios da efetiva implantação e conseqüente operacionalização da área de controladoria é a existência de sistema de informação gerencial que alicerce o processo de gestão em todas as fases, desde o planejamento criterioso das atividades, passando pela execução, tendo como ponto culminante o controle.

O Modelo de Mensuração do GECON – Gestão Econômica – responde, sob nossa ótica, ao desafiador problema, qual seja: a existência de um modelo de mensuração alicerçado nas “partidas dobradas” que reporte resultados setoriais de forma lógica e precisa, direcionado aos gestores das áreas do sistema de empresa e com informações úteis ao processo de gestão.

O trabalho envidará esforços para mostrar a eficácia do modelo de mensuração do GECON e a efetiva resposta ao requisito informacional da área de controladoria.


12 de outubro de 2011

A importância das Economias e deseconomias de escala na análise de custos para a decisão



por Evandir Megliorini, José da Cunha Tavares


Uma empresa ao se instalar define uma capacidade de produção que seja adequada a uma demanda e que seja cambem suficiente para remunerar os investimentos realizados. À medida que essa demanda se expande e a empresa busca satisfazê-la, novos investimentos são implementados para uma capacidade maior. Esses diferentes níveis de capacidade interferem no comportamento do custo unitário dos produtos. E de se esperar que para quantidades maiores de produção, os custos unitários sejam menores.

A redução, no entanto, pode ser observada até que a empresa atinja o melhor nível operacional quando o crescimento da produção é superior ao crescimento dos custos, situação esta caracterizada por economias de escala e, a partir de então, os custos passam a ter um crescimento superior ao crescimento da produção, caracterizando deseconornias de escala. Nesse contexto, entender o comportamento dos custos em decorrência do aumento da quantidade produzida pode ter impacto significativo na tomada de decisões.
O presente artigo discute o comportamento do custo unitário na perspectiva de economias e deseconomias de escala, valendo-se, para isso, do enfoque qualitativo descritivo, tendo como suporte a pesquisa de natureza bibliográfica.

Entender o comportamento dos custos em decorrência de alterações do volume de produção pode contribuir para a tomada eficaz de decisões.

A classificação tradicional encontrada na literatura relacionando os custos com o volume de produção considera os custos pertencentes a dois grupos básicos: custos variáveis e custos fixos. Os custos classificados como variáveis oscilam de acordo com mudanças no volume, enquanto os custos fixos permanecem constantes quando os níveis de produção aumentam ou diminuem.

Essa classificação é encontrada na literatura contábil, econômica, financeira e de produção, e todas relacionam o comportamento dos custos ao volume de produção que a empresa está operando. Tal volume situa-se dentro de unia certa capacidade instalada, que os autores denominam "intervalo de variação relevante". Sobre esse intervalo, Atkinson et aL (2000, p-190) dizem tratar-se de um "Intervalo entre níveis de produção dentro do qual a classificação de um custo como fixo ou variável é apropriada."

Nesse contexto, uma decisão que envolva custos deve ser precedida de uma cuidadosa análise relativa ao seu comportamento. A primeira vista, quanto maior o volume de produção, espera-se que menor seja o custo por unidade de um produto- Se a decisão decorrer de um aumento de produção, com a expectativa de um custo menor, poderia o gestor sentir-se confortável para decidir sobre redução de preços ou então, oferecer descontos, por exemplo.

É nesse ponto que reside o objetivo deste trabalho - discutir a necessidade da compreensão do comportamento dos custos diante de alterações no volume de produção, uma vez que dentro de um intervalo de capacidade instalada ocorrem economias e deseconomias de escala. A situação descrita acima se repete quando se passa de um intervalo de capacidade para um outro maior.

Este trabalho consiste em um estudo qualitativo descritivo, cujo objetivo é discorrer sobre a importância das economias e deseconomias de escala na análise de custos utilizada no processo decisório.

A discussão baseia-se na pesquisa bibliográfica- Conforme Cervo e Bervian (2002, p, 65), "A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referencias teóricas publicadas [,..]", Para Lakatos e Marconi (1994, p- 183), a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que foi escrito sobre o assunto, mas propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou abordagem.


Fonte: 
http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/cadernos_posgraduacao/cadernosv4n1adm/cdposv4n1adm_2h01.pdf





6 de outubro de 2011

A Contabilidade e a Controladoria Tema Atual e de Alta Relevãncia para a Profissão Contábil



por Dr. Olivio Koliver


A função e a importância de um sistema de informações são freqüentemente explorados em pesquisas na área contábil. Porém, um aspecto muitas vezes não considerado por estas é que o fluxo de informações disponibilizadas aos usuários é também motivado pelos interesses das empresas ou gestores.

O presente artigo tem por objetivo identificar e discutir as contribuições à contabilidade proporcionadas com a utilização de sistemas de informações. O método utilizado foi pesquisa bibliográfica que buscou identificar os principais estudos sobre sistemas de informações e a contabilidade.

O principal ponto de abordagem foi a evidenciação de como a tecnologia de informação e a estrutura de sistemas de informação contribuem para melhorar a utilização e entendimento da Contabilidade.

Abordam-se aspectos qualitativos da informação produzida pelos sistemas de informações, tais como: confiabilidade e tempestividade na geração da informação para a contabilidade, geração de relatórios. Como resultado do levantamento teórico, concluiu-se que a utilização de sistemas de informações oferece benefícios, ou seja, com ele o profissional da contabilidade executa funções de maior relevância para a gestão da empresa, oferecendo maior apoio informacional para a tomada de decisão. 


Fonte: http://www.ideau.com.br/upload/artigos/art_101.pdf

1 de outubro de 2011

Informação Contábil: Usuário interno, externo e o conflito distributivo



por João Marcelo Alves Macêdo, 
Luiz Arthur Cavalcanti Pereira, 
Luiz Carlos Marques dos Anjos,
Dr. José Francisco Ribeiro Filho, 
Ph.D. Jorge Expedito de Gusmão Lopes, 
Daniel José Cardoso da Silva


Ao assumir perante a sociedade o papel de ciência social, a contabilidade inicia um caminho onde a mudança paradigmática será pujante. Entretanto muitas discussões precisam acontecer antes que ela dê esse passo de consolidação.

Neste contexto e por ela ser uma ciência provedora de informações, porém estas não apenas alimentam um grupo específico de usuários, pelo contrário, auxilia no arbitramento do conflito distributivo, é que trabalha-se a informação contábil como fonte perene deste processo.

Em decorrência desta constatação estruturamos nosso estudo, buscando evidências que perpassam pelo modo de assimilação informacional do usuário e posteriormente pela busca por entender qual o papel desempenhado pela Informação Contábil junto aos usuários internos e externos, auxiliando-os no arbitramento do conflito distributivo.

Diante deste constructo informacional edificado em meio a concepções difusas em relação ao fenômeno contábil, concluímos que a informação contábil direcionada às abordagens puramente econômica e sistêmica prejudica a exposição dos diversos prismas da contabilidade para sua observação, como resposta a necessidade social do arbitramento do conflito distributivo. Os envolvidos no processo contábil se confundem e assim exemplificam as influências e/ou variáveis exógenas e endógenas.


Fonte:

http://www.sergiomariz.com/mcc.uerj/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=66&Itemid=51

29 de setembro de 2011

Sistema de Informação Contábil - Gerencial ou Financeira



por Tatiani Kimiko da Costa Migiyama


Hoje, em um mercado globalizado e cada vez mais exigente, as empresas têm necessidade de estarem bem informadas, inclusive para prever situações futuras. A contabilidade, através de seus demonstrativos, pode fornecer muitas dessas informações, porém é na análise dessas informações que o administrador vislumbra o poder gerencial que a contabilidade pode oferecer ao processo de tomada de decisões.

Existe a obrigação legal de se manter a contabilidade fiscal, no entanto, o processo decisório deve levar em consideração muitas outras questões que influenciam a empresa e o seu patrimônio.

Ao longo dos tempos o contador deixou de lado a essência de sua ciência, prestar informações úteis para tomada de decisões, para simples e puramente atender abordagens fiscais e legais da contabilidade.

Para adequar-se às necessidades do mercado globalizado, o contador tem retomado as suas origens e procurado prestar informações contábeis úteis para o gerenciamento empresarial, haja vista que a informação contábil através dos demonstrativos contábeis é o retrato de fatos passados e presentes, entendida apenas por contadores. Porém, para atender a necessidade deste mercado, a informação contábil deve ser ágil e eficiente para o futuro.


Fonte: http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/revista/adcontar/pdf/adcontar42art6.pdf

15 de maio de 2011

Caracterização do uso de Sistemas de Controle Orçamentário - Um estudo multi-caso



por: Adriana Cristina da Silva; 
Rosana Carmen de Meiroz Grillo Gonçalvez.

O objetivo deste trabalho foi caracterizar a utilização do sistema orçamentário por meio de dois estudos de casos em empresas de grande porte. O quadro referencial teórico compõe-se do estudo de cinco itens: tecnologia, participação, acompanhamento orçamentário, integração do sistema orçamentário e ênfase na utilização.



Complementados por mais cinco itens que descrevem o contexto corporativo: tamanho, diversificação, descentralização, dinamismo, posição e participação no mercado. Na caracterização do uso do sistema orçamentário, percebeu-se que ambas as empresas utilizam-no como principal ferramenta de controle gerencial.



Não há participação da média e baixa gerência no processo de planejamento estratégico, sendo que em uma delas, sequer há divulgação do planejamento estratégico para a média gerência.



A empresa, com uso mais intenso do sistema orçamentário, possui maior participação dos empregados e busca utilizar as informações de tal sistema na implementação de medidas corretivas. Essa empresa é maior, mais diversificada, mais centralizada, atua num ambiente mais dinâmico, e possui menor market share. Os resultados obtidos convergem quase que totalmente com os resultados obtidos em outras pesquisas empíricas e indicam que as variáveis do contexto corporativo ajudam a explicar a forma como o sistema é utilizado.


 Fonte: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos62006/569.pdf






23 de março de 2011

Controladoria



por Prof. Henrique Melo

O que caracteriza o controle na organização é a capacidade dos gestores e acionistas da empresa a integrar os setores e os funcionários em torno das metas e objetivos projetados pela empresa. O controle organizacional se vincula ao processo de gestão, ou seja, a partir do planejamento, da execução e controle. Existe outras formas de auxiliar o controle da gestão, é através de outros controles, como: contábil e financeiro. Esses controles só funcionaram, se a organização possuir ferramentas que gerem informações importantes e necessárias aos gestores no controle e nas posteriores tomadas de decisões.

De alguma forma é desafiador para os gestores administrarem cenários onde os negócios são cada vez mais dinâmicos. Onde os produtos tem ciclos de vida cada vez mais curtos, a concorrência, a evolução constante da tecnologia, economia volátil, são variáveis que requerem dos gestores um contínuo estudo e experiência no que tange a função exercida, corroborando para solucionar os prováveis problemas que possivelmente surgiram em detrimento das variáveis citadas, impactando positivamente na performance da organização no que se refere a situação econômico / financeira. Segundo Nascimento e Reginato (2007), nesse cenário, de forma inequívoca, decidir é a tarefa mais importante em uma organização, parecendo claro, também, que o nível de sucesso das decisões depende da habilidade do decisor em desenvolver e analisar as alternativas disponíveis para as soluções dos problemas.

Com isso entende-se que a área de controladoria tem a função controle interno da empresa, promovendo de maneira sistêmica o monitoramento das metas e objetivos planejados pela organização. Sendo assim, é importante investigar e diagnosticar as razões para a ocorrência de possíveis desvios entre os resultados alcançados e os projetados, indicando se necessário às correções de rumo, e, principalmente, minimizando o “atrito” para os gestores das variáveis econômico / financeira, através de informações geradas com eficiência e coerência em tempo on-line, para que os gestores  possam utilizá-las de maneira clara e objetiva de forma a manter o equilíbrio do processo na gestão.

A controladoria é um órgão fomentador do processo de gestão que utiliza os sistemas de informações (SIs) para auxiliar o controle e monitoramento das atividades exercidas da empresa. Para Laudon & Laudon (2004), hoje, todos admitem que conhecer sistemas de informação é essencial para os administradores, porque a maioria das organizações precisa deles para sobreviver e prosperar. Segundo Nascimento e Reginato (2006), “as funções da controladoria são:
·         Promover a integração entre as áreas, através do suprimento de informações;
·         Utilizar os sistemas de informação, que devem considerar os preceitos dos modelos de decisão, mensuração e informação da empresa;
·         Subsidiar os gestores com informações que lhes conduzam à melhor escolha entre as alternativas possíveis”.

Constata-se que a influência da controladoria, é determinante para a melhoria dos sistemas gerenciais, fomentando o desempenho da organização, através do alinhamento e melhor controle dos departamentos, impactando diretamente no resultado da empresa, no seu modelo de gestão e na sua perpetuidade. Segundo Oliveira e Ponte (2006), “a missão da controladoria é zelar pela continuidade da empresa, assegurando seu melhor resultado econômico”. Para os autores Mosimann e Fisch (1999) e Oliveira et. al (2002) “a missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa”, corroborando assim para a sua perpetuidade, por meio da integração dos SIs baseado no modelo de gestão adotado.

Diante do exposto, percebe-se que a controladoria é responsável pelo controle interno da empresa, através do processamento de informações contábil-gerencial, ou seja, tais informações incorporam-se aos SIs que como já foi estudado, são de grande valia no alinhamento dos processos da gestão e nas tomadas de decisões dos gestores, acarretando na otimização do desempenho da empresa. Para Figueiredo e Caggiano (2006), “a missão da controladoria é zelar pela continuidade da empresa, assegurando a otimização do resultado global [...] tem por finalidade garantir informações adequadas ao processo decisório, colaborando com os gestores na busca da eficácia gerencial”.

Sendo assim, a controladoria se bem usada é um mecanismo impar e indispensável na consolidação do modelo de gestão adotado, impactando diretamente no alinhamento e no controle da organização. Segundo Atkinson et al. (2000), “o processo de monitorar, avaliar e melhorar o desempenho da empresa para alcançar seus objetivos é normalmente chamado controle organizacional”. No decorrer de todo processo na organização, a controladoria vai adicionando e criando valor para os shareholders e stakeholders e gerando informações necessárias para o crescimento, perpetuidade, rentabilidade e retorno sobre os ativos, auxiliando a Teoria da Agência em assegurar aos proprietários e gestores a simetria e nas boas práticas de governança.




Fonte:
http://www.phb.fap.com.br/documentos/Cont_CONTROLADORIA_2008.2.pdf

20 de março de 2011

Avaliação das Avaliações de Textos Científicos sobre Contabilidade e Controladoria.



por Dr. Gilberto de Andrade Martins.

Não é possível negar: por mais cuidados que sejam observados no processo de avaliação de textos científicos, os pareceres e os resultados das avaliações sempre estarão atados ao conhecimento, à atitude, à habilidade e à ética do avaliador. 

Por mais que se busque a objetivação da avaliação jamais se conseguirá um resultado ideal – justo, com a plena concordância dos autores e do avaliador sobre todos os textos analisados. 

Todavia, mesmo considerando tais premissas, discussões sobre esse desafiador tema deve continuamente fazer parte da pauta dos programas de pós-graduação, das comissões científicas dos congressos, dos encontros, dos seminários, etc. e dos corpos editoriais dos periódicos de quaisquer áreas do conhecimento.Neste trabalho, procura-se discutir, explicar e apresentar uma avaliação das avaliações dos textos científicos aprovados e defendidos no 5o Congresso USP de Controladoria e Contabilidade da FEA/USP. 

Foram analisados todos os 100 trabalhos aprovados, envolvendo 300 pareceres contendo avaliações quantitativas e notas a dez quesitos – e avaliações qualitativas – pontos fortes e fracos de cada texto. Setenta e cinco por cento dos pareceres foram extremamente favoráveis aos autores dos textos, tanto em relação às notas quanto em relação às avaliações qualitativas. 

Aproximadamente 65% das menções a pontos fortes, indicadores da aprovação dos textos, se resumiram à relevância do assunto-tema, da redação e da estruturação do trabalho. Essa elevada proporção indica que uma expressiva maioria de avaliações dos textos não se pautou pelo necessário rigor na avaliação de seus conteúdos. 

Os resultados mostraram extraordinárias dispersões entre avaliadores de mesmos textos e entre avaliadores de todos os textos submetidos e aprovados. A maioria dos pareceres é enunciada de maneira lacônica, sendo que muitos deles apresentam inconsistências internas e elevados graus de incompreensibilidade.



Fonte: http://www.repec.org.br/index.php/repec/article/viewFile/1/1