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5 de janeiro de 2012

Uma Análise Comparativa entre a “Contabilidade de Ganhos – Throughput Accounting” e o “Método do Custeio Variável”


por Vera Maria Rodrigues Ponte, 
Edson Luiz Riccio, 
Paulo Roberto B. Lustosa


Durante os anos setenta, Eliyahu Goldratt (1994) desenvolveu uma técnica de administração da produção, dando origem a Teoria das Restrições (Theory of Constraints - TOC). Na década de oitenta, os fundamentos da TOC foram amplamente divulgados e hoje já se encontram implantados em várias organizações.
As idéias de Goldratt vêm provocando mudanças nas práticas contábeis. A implantação da TOC nas organizações vem suscitando questionamentos com relação a eficácia da Contabilidade Gerencial, pois propõe uma nova forma de mensuração da eficácia global da empresa. Algumas empresas já estão substituindo os modelos tradicionais por modelos baseados na TOC, como se vê em Westra (1996), Dugdale & Jones (1996) e Horngren (1996).
As novas práticas contábeis propostas pelos estudiosos da TOC vem sendo apresentadas nos trabalhos de pesquisadores americanos e ingleses sob o título de Throughput Accounting.
No Brasil, adota-se o termo Contabilidade de Ganhos.
O modelo de apuração do lucro proposto pela Contabilidade de Ganhos é semelhante ao apresentado pelo método do Custeio Variável, o que vem sendo motivo de crítica por parte de alguns pesquisadores, conforme relata Dugdale & Jones (1996). A questão que levantamos neste trabalho é: Terá a Contabilidade de Ganhos algo de novo, ou é apenas uma nova versão do Custeio Variável?
Com relação ao modelo de apuração de lucro, a Contabilidade de Ganhos não traz grandes inovações, mas seus pressupostos básicos são bastante diferentes daqueles que norteiam a Contabilidade de Custos tradicional.
A Contabilidade de Custos tradicional tem preocupação com medidas de eficiência locais, enquanto a Contabilidade de Ganhos entende que a otimização das partes pode não conduzir a otimização global e reconhece nas medidas de eficiência uma ameaça à otimização do resultado da organização.
Estas questões são discutidas neste trabalho e examinam-se algumas das principais diferenças entre os dois modelos.


Fonte: http://www.tecsi.fea.usp.br/riccio/artigos/pdf/analise_comparativa.pdf

4 de janeiro de 2012

Uma revisão do Status da Prática de Contabilidade de Custos no Cenário Brasileiro: Evidências Empíricas de Pesquisas Regionais e Nacionais Interpretadas sob o Enfoque da Velha Economia



por Ademilson Rodrigues dos Santos,
Lauro Brito de Almeida


Estuda as características identificadas nos estudos sobre práticas de contabilidade de custos realizados no cenário brasileiro e os interpreta sob o enfoque da OIE. Realizou-se pesquisa bibliográfica e levantamento das pesquisas sobre práticas de contabilidade de custos, e análise descritiva dos resultados.
Constatou-se que diante das diferentes regiões em que as pesquisas foram empreendidas, diferentes setores econômicos e outras peculiaridades, os resultados indicam que as práticas contábeis gerenciais tradicionais predominam, mesmo com a evolução social, política, científica, tecnológica, educacional, argumentos comuns da Teoria Econômica Neoclássica para justificar a necessidade de as organizações empreenderem mudanças nos seus sistemas gerenciais.
As “modernas” práticas carecem de evidências empíricas que indiquem utilização mais expressiva no cenário nacional. Infere-se que a implementação de novas práticas gerenciais não pode ser entendida somente pela racionalidade da abordagem neoclássica, prática predominante nas pesquisas analisadas.
Conclui-se que a prática contábil gerencial pode ser melhor entendida como o resultado de processos (evolutivos) onde os hábitos e rotinas empreendidos dão coerência e significado à conduta organizacional por procedimentos institucionalizados convertendo-se com o tempo em uma parte aceita da atividade organizacional, inquestionável, segundo as disposições da OIE, contrário ao processo de mudança revolucionário (crítico) da economia neoclássica.



Fonte: http://www.congressousp.fipecafi.org/artigos82008/545.pdf

3 de janeiro de 2012

A contabilidade, o novo direito empresarial e a teoria ultra vires




por Aderbal Nicolas Müller, 
Wilson Alberto Zappa Hoog


O artigo apresenta a nova realidade em que se insere a Contabilidade, notadamente com a atualização da legislação, dada pela Lei 10.406/02, do Novo Código Civil, onde surge o desvelamento da teoria ultra vires.
Algumas mudanças importantes surgem nesse cenário, envolvendo aspectos de contabilização e de responsabilidade dos profissionais da escrita contábil nas organizações. A exemplificação da interpretação dada e as referências a cada artigo da nova legislação estão explícitas no texto, que procura traduzir a mensagem deixada aos profissionais da área pelo legislador, nas entrelinhas do texto legal. A interpretação da teoria ultra vires, dentro do Novo Código Civil, pode auxiliar em muito o assessoramento contábil para os gestores das empresas.
Com o advento da Lei n.o 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que entrará em vigor em janeiro de 2003, uma nova ordem jurídica estará imperando sobre o direito empresarial e a contabilidade das organizações. Muitos são os comentários e as discussões acerca de diversos temas e inúmeras abordagens novas a serem dadas aos contextos empresariais. Alguns pontos, em particular, chamam a atenção e são objetos de destaque nas trocas de informações entre contadores e advogados.
Entre eles, estão as estruturas das demonstrações contábeis, a regência supletiva aplicada a sociedades limitadas, a participação societária em sociedades conjugais, o período de adaptação ao novo código e muitos outros.

 Fonte: 

2 de janeiro de 2012

Célula Social e Contabilidade


por Antonio Lopes de Sá

Condição básica para entender os fenômenos contábeis é a fidelidade de observação dos mesmos sob a ótica da “célula social”. O Neopatrimonialismo, ao adotar uma nova filosofia, embora holístico em sua forma de abrangência cultural, tem, todavia, como básica em sua metodologia, a célula da sociedade, entendida essencialmente como parte de um organismo coletivo.
Bem conceituar, sob um prisma específico, essa questão é uma das responsabilidades fundamentais da Teoria Científica da Contabilidade.
Analisar as transformações constantes do patrimônio sob uma ótica científica dinâmica foi algo que inspirou os intelectuais da Contabilidade desde o início do século XX, buscando conhecer melhor a razão e a própria finalidade do comportamento da riqueza individualizada.
A busca da explicação dos fatos evidenciados pelos registros e demonstrações é muito antiga e basta, por exemplo, analisar as cartas de Plínio, o moço, a Trajano (53 a 117 da era cristã), para que se tenha uma idéia sobre tal preocupação.
A forma metódica, entretanto, objetiva, de investigar as razões pelas quais o fato patrimonial acontece, buscando conceitos racionais, só a encontramos em uma fase pré-científica surgida no século XVI, especialmente a que se acha estampada na obra de Ângelo Pietra (de 1586), daí por diante sempre evoluindo, até que muitas correntes intelectuais a partir do século XIX erguessem todo um valoroso conjunto doutrinário.
A referida evolução buscou um aspecto dinâmico de entendimento e o desenvolvimento de tais matérias nos o devemos especialmente aos contadores alemães, italianos, franceses e portugueses.
Hoje, todavia, a doutrina do Neopatrimonialismo, transcendendo ao que já se havia conquistado, volveu para o campo do holismo e não mais se contentou em saber sobre o “sucedido” ou o que “possa vir a suceder” baseado no passado, mas, sim, buscou também conhecer “o que promove o acontecimento” e gera as mutações (agentes).